Israel fecha acordo com escolas sobre crianças etíopes judias

JERUSALÉM (Reuters) - O Ministério da Educação de Israel informou nesta segunda-feira ter chegado a um acordo com três escolas religiosas para a admissão de cerca de 100 estudantes etíopes judeus, evitando novos protestos públicos. As escolas inicialmente haviam se recusado a admitir os estudantes, gerando protestos da comunidade etíope de Israel, de cerca de 100.000 imigrantes, e uma crítica do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que classificou a recusa como um ataque à moral do país.

Reuters |

As instituições ultra-ortodoxas negaram que a recusa teve motivos raciais, afirmando que as crianças necessitavam de financiamento e aulas especiais para elevar seus conhecimentos acadêmicos.

As três escolas particulares, na cidade de Petah Tikvah, recebem verbas do governo.

O Ministério da Educação informou, em comunicado, que cerca de metade dos estudantes serão recebidos pelas escolas na terça-feira e os outros iniciarão seus estudos assim que chegaram à cidade durante o ano.

A maioria das crianças etíopes judias frequentam escolas públicas, muitas delas instituições religiosas.

Os rabinos-chefe de Israel determinaram formalmente, em 1973, que judeus etíopes são descendentes da tribo bíblica judia de Dan e têm o direito de imigrar a Israel. Dezenas de milhares de etíopes chegaram ao país nos anos 1980 e 1990.

(Por Ari Rabinovitch)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG