Israel fala em fim da ofensiva, mas convoca reservistas

Israel previu neste domingo o fim de sua ofensiva contra a Faixa de Gaza, mas convocou mais reservistas para suas operações militares, o que pode ser o prelúdio de uma terceira fase da campanha contra o movimento radical palestino Hamas.

AFP |

Segundo um oficial citado pela TV israelense, o Exército hebreu começou a mobilizar milhares de reservistas para suas operações militares na Faixa de Gaza, e há cada vez mais efetivos "integrados" às unidades em ação.

A convocação dos reservistas pode antecipar uma "terceira fase" da ofensiva, com assaltos ao coração das cidades e aos campos de refugiados, após os bombardeios iniciais e as primeiras ações terrestres.

A imprensa israelense afirma que o governo analisa o lançamento da "terceira fase", que envolveria a utilização em massa dos reservistas, sinônimo de escalada.

A ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, defende uma saída imediata do Exército de Gaza e a adoção de ataques posteriores, caso o Hamas persista com os disparos de foguetes contra o território hebreu.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, também não deseja passar à "terceira fase", e é favorável a uma trégua, que inclua garantias sobre o fim do contrabando de armas por túneis entre Gaza e Egito.

O vice-ministro da Defesa, Matan Vilnaï, estimou que o fim da ofensiva israelense na Faixa de Gaza está próximo, e citou a decisão do Conselho de Segurança pedindo um cessar-fogo, que "não nos dá mais tanta margem de manobra". "Suponho que estamos próximos do fim das ações terrestres e do conjunto das operações de uma maneira geral".

Já o primeiro-ministro, Ehud Olmert, estima que a ofensiva "está se aproximando de seus objetivos", mas que será preciso "mais paciência e determinação para alcançar estes objetivos e mudar a situação em termos de segurança no sul de Israel".

"Não devemos permitir que o que conseguimos graça a um esforço nacional sem precedentes nos escape às mãos", disse Olmert.

A posição de Olmert é compartilhada pelo chefe do Shin Beth, o serviço de Segurança Interna, Youval Diskin, e pelo comandante da região sul de Israel, general Yoav Galant, encarregado da operação "Chumbo Grosso" contra Gaza.

De fato, os bombardeios prosseguiam na madrugada desta segunda-feira e a infantaria israelense realizava incursões nos bairros da periferia de Gaza.

Segundo o Exército hebreu, "50 alvos" foram atacados neste domingo.

Fontes médicas palestinas afirmam que ao menos 30 pessoas, sendo dez ativistas do Hamas, perderam a vida nos ataques de hoje contra a Faixa de Gaza.

De acordo com o último boletim dos serviços de emergência de Gaza, ao menos 889 palestinos morreram, entre eles 275 crianças, nos ataques contra a Faixa de Gaza.

Apesar da ação militar de Israel, que tem martelado os túneis de contrabando de armas na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, os disparos de foguetes do Hamas contra o território hebreu persistem, com 19 tiros neste domingo, que não deixaram vítimas.

Desde o dia 27 de dezembro passado, quando Israel deflagrou a operação contra a Faixa de Gaza, mais de 660 foguetes caíram no território hebreu, matando quatro pessoas.

ezz/lm/LR

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