Israel extraditará à Bósnia acusado de genocídio em Srebrenica

Aleksandar Cvetkovic é acusado de matar mais de 1 mil de muçulmanos durante o massacre de 1995 nos Bálcãs

iG São Paulo |

Israel extraditará à Bósnia o prisioneiro Aleksandar Cvetkovic, acusado de matar mais de 1 mil de muçulmanos durante o massacre de Srebrenica , realizado pelas forças sérvias em julho de 1995.

Reuters
Aleksandar Cvetkovic (C) emigrou em 2006 para Israel, juntamente com a esposa judia
Segundo o jornal Jerusalem Post, o Tribunal do Distrito de Jerusalém autorizou nesta segunda-feira a transferência do suspeito sérvio-bósnio, de 43 anos, e sua entrega às autoridades de Sarajevo, onde enfrentará acusações de terrorismo.

Os juízes exigem que o governo sérvio garanta a segurança do prisioneiro, mantenham-no separado em um ala de segurança enquanto durar o julgamento e autorizem que receba visitas de representantes consulares da embaixada israelense.

O governo bósnio solicitou há um ano a extradição de Cvetkovic, que emigrou em 2006 a Israel juntamente com sua esposa judia, recebeu a cidadania israelense e foi detido pelas autoridades israelenses em janeiro.

Ele é acusado de fazer parte de um esquadrão de fuzilamento que executou entre 1 mil e 1,2 mil muçulmanos sérvios na fazenda de Branjevo em julho de 1995, mortes que fazem parte do Massacre de Srebrenica, que matou mais de 8 mil muçulmanos.

Cvetkovic nega responsabilidade quanto às acusações e argumenta que serviu durante a guerra como motorista das tropas sérvio-bósnias. Advogados de defesa anunciaram que recorrerão da sentença que permite a extradição, que pode acontecer nos próximos 60 dias.

Prisões

Em 20 de julho, autoridades da Sérvia anunciaram a prisão de Goran Hadzic , último dos fugitivos procurados pelo tribunal da ONU para crimes de guerra na ex-Iugoslávia. A prisão ocorre menos de dois meses após a Sérvia prender o antigo comandante militar servo-bósnio Ratko Mladic .

Mladic estava foragido desde 1995, quando foi indiciado pelo Tribunal de Guerra da ONU em Haia, Holanda, por genocídio pelo massacre de até 8 mil muçulmunos bósnios em Srebrenica e pelo cerco brutal de 43 meses a Sarajevo durante a Guerra da Bósnia (1992-1995).

*Com EFE

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