Israel estuda pagar 216 mil euros a colonos que abandonarem Cisjordânia

Jerusalém, 14 set (EFE).- Israel estuda pagar 216 mil euros a cada colono que abandonar os assentamentos judaicos na Cisjordânia construídos a leste do muro de separação que constrói, disse hoje o vice-primeiro-ministro israelense, Haim Ramon.

EFE |

Na reunião semanal do gabinete de ministros, Ramon apresentou um plano para a evacuação e o pagamento de indenizações àqueles que ocupam os assentamentos na Cisjordânia.

Na ocasião, o vice-primeiro-ministro também afirmou que 18% dos colonos (11.363 pessoas) estão dispostos a abandonar suas casas imediatamente.

"Evacuar os moradores de Judéia e Samaria (Cisjordânia) é um passo inevitável para aqueles que acreditam na solução de dois Estados, que são a maioria do povo israelense", declarou Ramon, segundo o site do jornal "Yedioth Aharonoth".

De acordo com a proposta de Ramon, os colonos que quiserem se mudar para o deserto do Neguev receberão um bônus de 25% sobre a indenização geral, enquanto os que estiverem dispostos a viver na Galiléia receberão uma bonificação de 15%.

O vice-primeiro-ministro afirmou ainda que uma "declaração do Governo de que Israel não tem intenção de governar do lado leste do muro ajudaria a posição israelense nas negociações com os palestinos, assim como sua posição internacional".

A proposta de Ramon tem como objetivo "deixar essa parte de Judéia e Samaria sob soberania israelense".

Outra intenção é "frear a crescente percepção entre as forças moderadas da sociedade palestina e a comunidade internacional de que Israel tem que começar a explorar a solução de um Estado para dois povos".

O presidente do partido religioso Shas, membro da coalizão governista, chamou a proposta de "megaerro estratégico" e disse que "quem comandar a indenização dos colonos comandará a evacuação de Jerusalém e o desaparecimento da identidade judaica". EFE aca/wr/sc

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