Israel esnoba oferta de trégua de seis meses do Hamas

Por Dan Williams JERUSALÉM (Reuters) - Israel rejeitou na sexta-feira a proposta do Hamas por uma trégua de seis meses na Faixa de Gaza, na qual o embargo no território seria suspenso, dizendo que os militantes palestinos estão se preparando para mais guerras, em vez de paz.

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O Hamas fez a oferta na quinta-feira, depois de um diálogo mediado por egípcios, e se disse disposto a abrir mão da antiga exigência de um cessar-fogo em Gaza e na Cisjordânia -- territórios reivindicados pelos palestinos.

Israel tem relutado em fazer qualquer acordo formal que poderia colocar os islâmicos mais radicais contra seu rival na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas, que procura estabelecer uma negociação de paz mediada pelos Estados Unidos.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, demonstrou flexibilidade no mês passado, ao dizer que os ataques militares em Gaza acabariam se os integrantes do Hamas deixassem de lançar foguetes que atravessassem a fronteira.

'Israel está interessado na paz. Infelizmente, o Hamas está brincando. O Hamas quer ganhar tempo para rearmar o grupo', disse David Baker, porta-voz de Olmert, na sexta-feira.

'Não haverá necessidade de Israel fazer ataques defensivos de o Hamas cessar fogo e desistir de cometer atos terroristas contra os israelenses', disse Baker, referindo-se aos ataques aéreos e investidas surpresa feitos por Israel em Gaza. 'Israel vai continuar a agir para proteger seus cidadãos.'

O Hamas assinalou na quinta-feira que o mediador egípcio Omar Suleiman discutiria a questão da trégua com outras facções palestinas na semana que vem e, então, conversaria com Israel.

O grupo se irritou com os comentários de Baker.

'Ainda não temos uma posição clara de Israel. A bola está no pátio da ocupação', disse Abu Zuhri, autoridade do Hamas.

'Ocupação' é como o grupo costuma se referir ao Estado judeu.

'Estamos prontos para quaisquer escolhas políticas e militares para terminar o cerco.'

(Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi, em Gaza; e Mohammed Assadi Ramallah)

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