Israel envia aviões ao sul libanês após ser alvo de foguetes

BEIRUTE - Aviões de guerra de Israel penetraram no espaço aéreo libanês após o lançamento, do sul do Líbano, de três foguetes contra território israelense.

Redação com agências internacionais |

A violação do espaço aéreo libanês por aviões israelenses, que sobrevoam intensamente várias áreas do sul do país, acontece pouco após Israel lançar uma "resposta militar pontual" com cinco mísseis contra a zona do Líbano de onde foram disparados foguetes, segundo informou o canal "10" da televisão do Estado judeu.

Os foguetes foram lançados de uma zona do norte do povoado de Nakura, que é controlado pelo Exército libanês e pela força internacional da ONU.

Como medida de segurança, o sul do Líbano foi colocado em alerta máximo. Várias escolas tiveram suas aulas canceladas, e há notícias de que moradores que vivem nas cidades ao longo da fronteira já estariam deixando suas casas e rumando para o norte.

Além disso, o exército libanês e a força interina da ONU enviada ao Líbano intensificaram as patrulhas nas zonas de onde foram lançados os foguetes.

Até o momento se desconhece quem seria o responsável pelo lançamento dos foguetes do Líbano, segundo fontes de segurança libanesas, que acrescentaram que estão investigando o incidente. O grupo xiita Hezbollah negou qualquer participação nos disparos .

Tensão

Desde que a ofensiva israelense em Gaza começou, há 13 dias, libaneses temem que o Hezbollah possa atacar o território israelense, abrindo uma segunda frente de combate para Israel.

O líder do grupo xiita disse na quarta-feira em discurso que suas forças estavam em alerta máximo e prontas para lutar contra Israel em caso de agressão. Foi a primeira vez que Nasrallah falou da possibilidade de uma nova guerra com os israelenses.


Bombeiro israelense analisa o estrago causado por um dos foguetes lançados a partir do Líbano / AP

Antes disso, Nasrallah se limitava a criticar Israel, os países árabes e a comunidade internacional por nada fazer em favor dos palestinos.

O Hezbollah, assim como o Hamas, recebe forte apoio político e militar de Síria e Irã, países considerados inimigos por Israel.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, já havia declarado que se Israel atacasse o sul do Líbano, o governo entenderia como um ataque à todo o Líbano.

Pressão

Após a guerra entre Hezbollah e Israel, em 2006, o grupo xiita tem estado sob enorme pressão de seus rivais políticos no Líbano para se desarmar.

Atualmente, o Hezbollah faz parte de um governo de união nacional com poder de veto sobre decisões importantes.

Em fevereiro de 2008, um alto comandante militar do grupo xiita, Imad Mughniyeh, foi assassinado em um atentado com carro-bomba em Damasco, na Síria.

O Hezbollah culpou Israel pela morte de Mughniyeh e jurou vingança.
Em novembro, sete foguetes Katiushas foram encontrados no sul do Líbano por tropas da ONU e Exército libanês. Eles estavam programados e prontos para serem disparados contra Israel.

O Hezbollah, então, pediu uma séria investigação sobre o incidente e negou ter posicionado os foguetes.

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