Israel entrega 65 ordens de demolição a palestinos em Jerusalém

Jerusalém, 22 jun (EFE).- A Prefeitura de Jerusalém entregou 65 notificações de demolição de imóveis a famílias palestinas da parte oriental, em uma campanha que pode afetar centenas de pessoas.

EFE |

As ordens de demolição, como informa hoje a agência de notícias independente palestina "Ma'an", foram entregues pela Polícia israelense aos proprietários das 65 casas no domingo.

Os imóveis estão distribuídos por vários bairros da parte oriental de Jerusalém, ocupada por Israel em 1967 e onde residem mais de 200 mil palestinos.

Alguns dos envolvidos pela ordem disseram à agência de notícias que não é a primeira vez que recebem as notificações, como é o caso de um proprietário de um prédio de 24 apartamentos que a Prefeitura quer demolir por considerar que foi erguido de forma ilegal.

Outro afetado, Thamin Abu Qabala, do norte da cidade, recebeu, também pela segunda vez, uma ordem para a demolição de um imóvel com 15 apartamentos.

As notificações de demolição de construções ilegais aumentam desde que o novo prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, assumiu o cargo em dezembro de 2008, embora não afetem a parte ocidental, onde reside a maioria dos judeus.

Procurada pela Agência Efe, a Prefeitura não quis fazer nenhum comentário sobre a entrega das ordens.

Para os palestinos, o argumento jurídico das demolições esconde unicamente o desejo de Israel de tornar judaica a parte leste e dar espaço a mais colonos.

Coincidindo com a entrega das ordens, a ONG Adalah, que defende os direitos da minoria árabe que vive em Israel, divulgou hoje o envio de um protesto escrito às autoridades governamentais e judiciais israelenses pela intenção de vender terras de refugiados palestinos que estejam dentro do território israelense reconhecido.

Trata-se de lotes de terras que nas últimas seis décadas estão classificados como de "proprietário ausente", e que pertenceram a palestinos que viviam ali desde a guerra de 1948.

Segundo a ONG, o mecanismo de reavaliação desses terrenos em cidades como Nazaré, Haifa, Akko e Rosh Pina, "é o principal instrumento legal usado por Israel para tomar posse de terras pertencentes a refugiados". EFE elb/rr

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