A polícia israelense, que procurava uma garota de quatro anos de idade desaparecida desde maio afirmou ter encontrado, nesta quinta-feira, uma mala com restos humanos em um rio. O material está sendo examinado, mas a polícia diz acreditar que eles possam ser os restos de Roze Pizem.

"Existem grandes chances de que este seja o corpo de Rose", disse o comissário de polícia Nissim Mor, disse à radio estatal do país.

A busca pela garota ocupou despertou grande curiosidade em Israel e obteve grande repercussão internacional.

Drama familiar
Seu avô, Ronny Ron, confessou inicialmente o crime, mas depois modificou seu depoimento, dizendo ter sido coagido a realizar a confissão.

"Não a matei, a confissão foi tirada de mim à força. A última vez que a vi, ela estava viva", disse Ron na terça-feira.

Ron, de 45 anos, vivia com a mãe da garota, Marie-Charlotte Renault, de 23 anos, nas proximidades de Tel Aviv.

Marie-Charlotte havia sido casada com o filho de Ron, Benjamin, que era o pai da garota desaparecida.

Na terça-feira, a Justiça israelense determinou que Ron e Marie-Charlotte permanecerão em custódia policial por 10 dias.

Ron, pai do pai biológico de Rose, Benjamin, começou um romance com sua nora, Marie-Charlotte, que levou ao divórcio dos pais de Rose.

Quando descobriu o romance entre seu pai e esposa, Benjamin se mudou para Paris e levou Rose, ainda bebê.

Marie teve mais dois filhos com seu ex-sogro e continuou morando com ele em Israel.

Em seus primeiros anos de vida, a menina foi criada em Paris, pelo pai, Benjamin e sua nova mulher, Jenifer. Em abril de 2007 ela foi hospitalizada depois de ser brutalmente espancada.

Em dezembro do mesmo ano as autoridades francesas permitiram que Rose se mudasse para Israel, para morar com sua mãe e seu avô-padrasto.

De acordo com os depoimentos dos vizinhos da família, a menina sofreu maus tratos desde que chegou a Israel e era uma menina triste, freqüentemente vista chorando nas escadarias do edifício onde morava.

Em março deste ano, Rose foi passar um tempo na casa de sua bisavó, Vivien Yaakov, mãe de Roni Ron.

A bisavó cuidou de Rose durante dois meses e a viu pela última vez no dia 12 de maio.

Desde então Rose desapareceu e foi a bisavó quem pediu à policia, meses depois, que iniciasse as buscas pela menina.

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