Israel: Ehud Barak quer ficar responsável por negociação com a Síria

Jerusalém, 25 set (EFE).- O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, reivindicará da ministra de Assuntos Exteriores e presidente do partido governante Kadima, Tzipi Livni, que ele seja o responsável pela negociação de paz com a Síria, como condição para entrar em uma eventual nova coalizão governamental.

EFE |

O líder do Partido Trabalhista e principal aliado para a formação do possível Executivo também quer participar em todos os aspectos das negociações com os palestinos, informou hoje o jornal "Ha'aretz" citando fontes da legenda.

Até agora, as negociações que Israel mantém de forma indireta com a Síria, com mediação da Turquia, dependiam do escritório do primeiro-ministro Ehud Olmert - que já apresentou sua renúncia -, e eram lideradas pelo ex-chefe de gabinete Yoram Turbowicz e pelo assessor Shalom Turgeman.

O grupo parlamentar trabalhista se reunirá hoje para definir as exigências que fará a Livni em troca de apoiar o novo Governo, que a ministra trata de formar desde que ganhou a Presidência do Kadima, após vencer as primárias do partido.

O presidente israelense, Shimon Peres, após consultar os grupos parlamentares, encomendou a Livni a formação do Executivo, após receber a renúncia de Olmert, que se encontra em meio a escândalos de corrupção.

A chefe da diplomacia israelense prometeu a Barak uma associação profunda e em longo prazo para "gerir os assuntos do Estado", mas também tenha estendeu a mão ao ex-primeiro-ministro e líder do oposicionista Likud, Benjamin Netanyahu, a quem pediu que se incorpore ao novo Governo.

A equipe de negociação do Kadima se encontrará hoje também com representantes do partido religioso sefardita Shas, que tenta obter, em troca de seu apoio, a garantia de que voltem a ser estabelecidas subvenções para famílias numerosas, entre as quais está a maioria de seu eleitorado. EFE aca/fh/an

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