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Israel e Hamas rejeitam acusações de crimes de guerra

Israel e o grupo palestino Hamas rejeitaram nesta segunda-feira as críticas da organização de defesa de direitos humanos, Anistia Internacional, sobre a conduta que adotaram durante o recente conflito na Faixa de Gaza. A Anistia Internacional divulgou um relatório dizendo que Israel cometeu crimes de guerra ao realizar ataques diretos contra civis com armas como projéteis carregados com fósforo branco e fragmentos de metal.

BBC Brasil |

"As forças israelenses usaram fósforo e outras armas fornecidas pelos Estados Unidos para realizar graves violações de leis humanitárias internacionais, inclusive crimes de guerra", disse o documento. "Seus ataques resultaram na morte de centenas de crianças e outros civis e na destruição maciça de casas e infra-estrutura."
Mas o governo de Israel afirmou que nunca usou fósforo branco em armas anti-pessoais. A substância incendiária é usada para provocar uma cortina de fumaça, mas o lançamento é proibido em áreas urbanas, onde há grande concentração de civis.

"Nós tentamos ser o mais precisos que é humanamente possível em uma difícil situação de combate", disse o porta-voz do governo israelense, Mark Regev.

Ele acusou ainda a Anistia Internacional de basear seu relatório em dados sem fundamentos fornecidos pelo Hamas.

O Hamas, por sua vez, foi acusado pela Anistia de violar leis humanitárias internacionais por lançar indiscriminadamente foguetes contra Israel.

"Embora bem menos mortal do que os armamentos usados por Israel, o lançamento de foguetes também constitui um crime de guerra e causou várias mortes entre civis", disse o relatório da organização.

O movimento palestino qualificou o documento de "injusto" e disse que não há comparação entre a máquina de guerra israelense e a defesa dos palestinos com armas primitivas.

A Anistia disse em seu relatório que foram encontrados fragmentos e componentes de artilharia, balas de canhão de tanques e outros artefatos em pátios de escolas, hospitais e casas na Faixa de Gaza. No sul do Líbano foram achados vestígios de foguetes lançados em áreas civis pelo Hamas e por outros grupos palestinos.

A Anistia Internacional pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que imponha um embargo internacional de armas total para ambos os lados.

Cerca de 1,3 mil palestinos e 13 israelenses morreram em 22 dias de combates em janeiro.

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