Israel e Hamas criticam o informe da Anistia Internacional sobre guerra em Gaza

O exército israelense e o movimento palestino radical Hamas denunciaram nesta quinta-feira o relatório da Anistia Internacional (AI) que os acusa de crimes de guerra durante a ofensiva israelense em Gaza, em dezembro e janeiro passados.

AFP |

O Exército do Estado hebreu rebateu ainda as acusações afirmando que a organização de defesa dos direitos humanos se deixou manipular pelo Hamas.

"O tom geral do informe demonstra que a organização sucumbiu às manipulações do Hamas, uma organização terrorista", afirma um comunicado militar.

Para o Tsahal, o informe não é equilibrado, por ignorar os esforços do Exército para evitar ao máximo que os civis não combatentes fossem afetados pela ofensiva.

No relatório sobre a ofensiva contra a Faixa de Gaza (de 27 de dezembro a 18 de janeiro), a AI acusa o Tsahal (Exército israelense) de não ter diferenciado entre alvos civis e militares, além de ter usado civis, incluindo crianças, como "escudos humanos".

A AI tambbém acusa de crimes de guerra o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, e outros grupos armados palestinos, pelos disparos de foguetes contra o território israelense.

Em Gaza, o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, também desmentiu as conclusões deste informe, afirmando que o documento não era "equitativo ou equilibrado".

"Lança acusações falsas contra o Hamas, ao mesmo tempo que reduz a gravidade dos crimes cometidos pelo ocupante israelense. Tenta confundir e oferecer uma oportunidade para esconder a magnitude dos crimes israelenses", declarou Abu Zuhri em coletiva de imprensa.

"Coloca o carrasco e a vítima em pé de igualdade. O Hamas considera que esse informe não foi preparado de uma forma profissional porque acusa o Hamas sem ter se reunido com sua direção para falar a respeito dessas acusações", insiste o dirigente.

O informe "Operação 'Chumbo grosso: 22 dias de mortes e destruição em Gaza", difundido na véspera pela organização de defesa dos direitos humanos, é uma verdadeira ata de acusação contra Israel e seu Exército e os integrantes do Hamas e confirma o balanço dos serviços de saúde palestinos, de 1.400 palestinos mortos e 5.000 feridos, além da destruição de mais de 2.700 edifícios na Faixa de Gaza.

No texto de 117 páginas - o primeiro estudo a fundo dessa guerra entre Isrel e o Hamas -, o AI reitera seu pedido de um embargo "total e imediato" sobre as armas com destino a Israel e ao movimento radical palestino que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.

A AI pede aos diversos Estados do mundo que iniciam processos por "crimes de guerra" e "detenham os supostos autores".

A AI pede à comunidade internacional que apoie sem reservas a missão do Conselho de Direitos Humanos da ONU encarregada de investigar essa operação. Israel boicota essa missão.

ms/pa/fp/cn

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