Israel e Autoridade Palestina se reúnem terça-feira na Jordânia

Iniciativa diplomática jordaniano quer preparar o reatamento das conversas de paz diretas entre os dois países

iG São Paulo |

AP
Visita do rei jordaniano Abdullah 2ºa Barack Obama, em maio: iniciativa diplomática para reaproximar Israel e Palestina
O governo jordaniano anunciou neste domingo (1º)  que abrigará uma reunião na próxima terça-feira (3) entre Israel, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e representantes das Nações Unidas, União Europeia, Estados Unidos e Rússia, que formam o Quarteto para o Oriente Médio.

Segundo o porta-voz do ministério jordaniano de Relações Exteriores, Mohammed Kayed, o encontro deverá preparar o reatamento das conversas de paz diretas entre a Autoridade Palestina e Israel, com o objetivo de alcançar um acordo antes do final de 2012, como propôs o Quarteto no dia 23 de setembro.

Kayed pediu a israelenses e palestinos um "uso sério" desta nova oportunidade, por isso pediu que evitem "medidas unilaterais e provocadoras que possam descarrilar a iniciativa e, por conseguinte, levar toda a região a um futuro perigoso".

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A Autoridade Nacional Palestina rompeu o diálogo direto com Israel depois que o governo israelense rejeitou estender a moratória sobre a construção de assentamentos em Jerusalém Oriental e Cisjordânia. No dia 23 de setembro, perante a estagnação no processo de paz, os palestinos pediram a admissão como estado de pleno direito na ONU, solicitação que pôs em uma situação complicada as potências europeias e os Estados Unidos.

O porta-voz jordaniano disse que a iniciativa de seu país é resultado das visitas do rei Abdullah II a Ramala, Londres e Berlim, e das conversas do soberano em Amã com o presidente israelense, Shimon Peres.

Em apoio às gestões do monarca, o ministro de Relações Exteriores Nasser Yudeh também participou de contatos com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a responsável por Política Externa da UE, Catherine Ashton, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov.

"Os bons ofícios da Jordânia se basearam na convicção de que a solução de dois Estados que leve ao estabelecimento de um Estado palestino independente representa um interesse supremo para o país", disse Kayed.

(Com informações da EFE)

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