Israel diz que maioria dos mortos na ofensiva de Gaza era miliciana

Jerusalém, 26 mar (EFE).- O Exército de Israel anunciou hoje que 1.

EFE |

166 pessoas morreram, em sua maioria milicianos, durante a ofensiva realizada entre dezembro e janeiro em Gaza.

Em nota comunicando o primeiro balanço de vítimas fatais da operação, o Exército disse que 709 delas "eram terroristas operacionais do Hamas ou de outros grupos terroristas", e que outras 162 "eram homens cuja organização ainda não foi identificada".

Além disso, são contados 295 "palestinos não envolvidos" - em referência à população civil - que morreram na ofensiva, sendo 89 menores de 16 anos e 49 mulheres.

"Devemos ressaltar que os confrontos ocorreram em um campo de batalha complexo, escolhido pela organização terrorista Hamas. O Exército de Israel quer enfatizar que o objetivo da ofensiva era a organização terrorista Hamas, e não os cidadãos de Gaza".

O texto responsabiliza o Hamas de colocar suas tropas no centro dos bairros de população civil, disparando diretamente de escolas e usando civis como escudos humanos. A acusação já é habitual do Exército israelense ao movimento islamita palestino, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.

A apuração contrasta com o divulgado por fontes de hospitais da faixa. Segundo seus números, foram 1.400 mortos, em sua maioria civis, após 22 dias de ataques israelenses por terra, mar e ar. EFE amg/dp

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