Israel diz que Hamas pagará por Gaza e grupo radical faz ameaças

Israel fará o Hamas pagar pelo que acontece em Gaza, afirmou o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, um dia depois dos confrontos que deixaram 21 mortos, três deles israelenses, no território palestino controlado pelo grupo radical, que voltou a fazer ameaças nesta quinta-feira ao Estado hebreu.

AFP |

"Consideramos o Hamas o único responsável direto pelo que acontece na Faixa de Gaza e o faremos pagar o preço", disse Olmert ao jornal Maariv por ocasião da Pesach, a Páscoa judaica que será celebrada a partir de sábado.

"Há uma guerra em Gaza. Agimos e agiremos contra o terrorismo. Ano passado matamos mais de 200 terroristas", acrescentou.

Um total de 21 pessoas - 18 palestinos, incluindo um jornalista de uma agência internacional, e três israelenses - morreram na quarta-feira nos confrontos mais violentos registrados em Gaza desde o início de março.

A Autoridade Palestina denunciou os ataques israelenses e decretou esta quinta-feira como "dia de luto".

Os ataques israelenses foram intensificados após uma ação de três grupos armados palestinos em 9 de abril contra a passagem de Nahal Oz, por onde transitam os combustíveis fornecidos por Israel à Faixa de Gaza.

O ataque matou dois guardas israelenses.

O grupo radical Hamas pediu nesta quinta-feira a seu braço armado, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, que ataque Israel "por todas as partes e por todos os meios".

Um comunicado divulgado na internet afirma que as brigadas devem "atacar o inimigo sionista por todas as partes e por todos os meios possíveis em respostas aosa crimes de Bureij (porque) o inimigo só entende a linguagem da força".

Na manhã desta quinta-feira, dois ativistas da Jihad Islâmica, outro grupo radical palestino, morreram em uma ação de soldados israelenses na área de Jenin, norte da Cisjordânia.

afp/fp

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