Israel diz que enviado de Obama pode voltar no domingo

JERUSALÉM (Reuters) - O representante especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, pode voltar no domingo à região, disse uma autoridade israelense nesta quinta-feira. Mitchell deveria ter chegado na terça-feira, mas adiou a viagem por causa do plano israelense de construir 1.600 casas em um assentamento perto de Jerusalém Oriental. O anúncio irritou os EUA e os palestinos, que ameaçam não aderir a um processo indireto de negociação com Israel, no qual Mitchell deve ser o mediador.

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Em nota, o ministério da Defesa de Israel disse que o titular da pasta, Ehud Barak, conversou por telefone na quarta-feira com Mitchell, e que eles "discutiram vários meios e possibilidades para resolver a crise e ativar negociações entre Israel e os palestinos."

"Além disso, os dois discutiram a possibilidade de Mitchell chegar neste próximo domingo", acrescentou o texto.

A embaixada dos EUA em Israel confirmou que a conversa ocorreu, mas disse não estar ciente dos planos de viagem de Mitchell, que pode coincidir com uma visita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Washington, onde participará de um evento pró-Israel. Não está claro se ele será recebido por membros do governo de Barack Obama.

Na semana passada, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma visita a Israel, marcada pelo constrangimento causado pelo anúncio das novas casas para colonos.

No começo da semana, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, usou termos excepcionalmente duros para se dirigir a Israel, exibindo provas do compromisso do Estado judeu com o processo de paz.

Até a quarta-feira, segundo o Departamento de Estado, Israel não havia apresentado tais provas. Nesse dia, Hillary embarcou para uma reunião de mediadores do Oriente Médio na Rússia.

A imprensa israelense diz que Hillary pressionou Israel a arquivar o projeto habitacional e a aceitar discutir as questões principais relacionadas à criação do Estado palestino assim que as negociações indiretas começarem.

Netanyahu diz que não irá restringir a construção de casas para judeus em nenhum lugar do município de Israel. O assentamento em questão fica numa área da Cisjordânia anexada por Israel, sem reconhecimento internacional, ao município de Jerusalém.

(Por Dan Williams)

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