Israel diz não haver razão para ser pressionado a assinar TNP

JERUSALÉM (Reuters) - Israel reiterou nesta quarta-feira sua resistência em assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) após o presidente norte-americano, Barack Obama, ter expressado desejo de que o acordo tenha participação universal. Ao ficar de fora do TNP, Israel não é obrigado a abrir mão de armas nucleares ou receber inspetores em suas instalações que, segundo especialistas internacionais, produziram plutônios para até 200 ogivas.

Reuters |

Os Estados Unidos têm tolerado a falta de transparência de Israel em relação a seu programa nuclear, irritando muitos árabes e muçulmanos, especialmente em relação aos esforços do Ocidente para impedir os planos do Irã de enriquecer urânio.

"Aos nossos amigos e nossos aliados dizemos 'não há espaço para pressionar Israel para assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear'", discursou o ministro da Defesa israelense, Ehud Barack.

"Israel nunca ameaçou destruir outros países ou nações, considerando que o Irã hoje, e no passado Síria, Líbia e Iraque que também assinaram o tratado, o violaram sistematicamente com ameaças explícitas à existência de Israel."

Na terça-feira, Obama foi perguntado, durante a cúpula de segurança nuclear em Washington, sobre a perspectiva de pressionar Israel a revelar suas capacidades nucleares.

"Sobre Israel, não irei comentar sobre seu programa", disse ele a repórteres. "O que irei apontar é o fato que consistentemente temos instado todos os países a se tornarem membros do TNP."

A Organização das Nações Unidas realizará uma conferência no próximo mês para reavaliar o acordo e Israel deverá ser mencionado por censura. Índia e Paquistão, ambos com armas nucleares, também se recusam a assinar o tratado.

Israel diz que irá considerar assinar um acordo para livrar o Oriente Médio de armas de destruição em massa uma vez haja um acordo de paz completo na região. Alguns de seus vizinhos, no entanto, consideram que Israel deve se desarmar primeiro.

(Reportagem de Ari Rabinovitch em Jerusalém e Dan Williams em Washington)

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