Israel diz apoiar a iniciativa do Egito contra a guerra em Gaza

Israel apóia a iniciativa egípcia que visa pôr fim aos combates em Gaza, segundo o porta-voz do governo hebreu, Mark Regev, referindo-se ao plano apresentado pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, na noite de terça-feira, após uma reunião com o colega francês, Nicolas Sarkozy, em Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho.

AFP |

"Israel agradece ao presidente egícpio (Hosni Mubarak) e ao presidente francês por seus esforços para pôr fim às atividades terroristas em Gaza e ao contrabando de armas do Egito para Gaza", afirmou o porta-voz do Conselho, que é o gabinete do primeiro-ministro israelense.

"Israel considera de maneira positiva o diálogo entre egípcios e israelenses para avançar nesse aspecto", acrescentou.

A declaração do porta-voz do governo israelense contradiz a posição do presidente israelense, Shimon Peres, que, em uma primeira reação, disse que as propostas não são suficientes para chegar a um cessar-fogo imediato.

"Apreciamos muito a posição do Egito. Vamos estudar o que o Egito propôs", declarou ao canal britânico Sky News de Jerusalém.

"Temos agora a idéia geral. Devemos olhar os detalhes porque infelizmente isto depende de como vai ser organizado. Mas o que está no papel não é suficiente para mudar a situação", acrescentou.

Israel aceitou na manhã desta quarta-feira estabelecer um corredor humanitário em Gaza para acesso de ajuda, e o exército israelense anunciou que interromperia os bombardeiros contra Gaza durante três horas por cada dia.

Este curto parêntese humanitário não corresponde, no entanto, ao apelo egípcio de um cessar imediato das hostilidades.

O plano egípcio de três pontos prevê "um cessar-fogo imediato por um período limitado", que permita o estabelecimento de corredores humanitários e dêem tempo ao Egito de trabalhar para um cessar-fogo global e definitivo.

Ele pediu também uma reunião de urgência no Egito com israelenses e palestinos, na presença de representantes da União Européia e de outras partes, para obter compromissos e garantias.

Estas garantias devem incluir "a segurança das fronteiras", o que exige Israel, "a abertura de pontos de passagens na fronteira e a suspensão do cerco à Faixa de Gaza, como reivindicam os palestinos".

Ele convidou também as facções palestinas rivais, principalmente o Fatah do presidente palestino Mahmud Abbas e o Hamas, a retomar suas conversas de reconciliação.

Segundo o Elysée, com quem o Egito colaborou estreitamente para a elaboração da iniciativa, pode haver um acordo em quatro ou cinco dias sobre a impermeabilidade das fronteiras, o que pode levar a uma retirada em oito dias do exército israelense da Faixa de Gaza.

Para Nicolas Sarkozy, "a proposta egípcia é importante porque ninguém é humilhado, ninguém perde a cabeça, e que não é um retorno ao "statu quo" porque os egípcios estão dispostos a trabalhar pela segurança nas fronteiras para que os palestinos não disparem mais foguetes de Gaza na direção de Israel.

O alto representante da UE para a política estrangeira, Javier Solana, afirmou esperar que a iniciativa egípcia "dê seus frutos nas próximas horas".

bur-iba/lm/cn

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