JERUSALÉM - O Exército israelense dividiu Gaza em três ao iniciar uma nova fase em sua invasão terrestre que consiste na busca e destruição da infra-estrutura terrorista na Faixa de Gaza, informaram fontes militares.

As forças israelenses cortaram virtualmente a faixa em três, após tomar posições, o que impede o movimentar-se livremente dentro do território de seu milhão e meio de habitantes.

A nova etapa, denominada "Arrancar pela raiz", se baseia na busca de esconderijos de armas e milicianos, dizem meios de imprensa locais.

Após uma noite em que a aviação israelense bombardeou 30 alvos em Gaza, os militares hebreus continuam suas operações no terreno, onde ontem morreram meia centena de palestinos e um soldado israelense.

AP
Palestinos carregam homem ferido durante borbardeio do domingo


A Força Aérea atacou de madrugada uma mesquita e diferentes túneis subterrâneos na fronteira com o Egito, enquanto os navios de guerra destroçaram edifícios litorâneos do Hamas e um bunker onde supostamente se armazenavam foguetes palestinos, diz o Exército em comunicado.

Cerca de 80 tanques, veículos blindados e escavadeiras israelenses tomaram posição no antigo assentamento judaico de Mitzarin, a aproximadamente três quilômetros ao sul da capital de Gaza.

As tropas israelenses mantiveram várias trocas de fogo com milicianos palestinos desde que entraram em Gaza na noite do sábado passado.

Na Cidade de Gaza, as ruas estão desertas e se ouvem apenas os aviões israelenses e o fogo de explosões e disparos de artilharia.

Israel, que ontem manteve fechadas as fronteiras com Gaza, anunciou que permitirá hoje a entrada de 80 caminhões de ajuda humanitária pela passagem de Kerem Shalom; de 20.000 litros de combustível por Nahal Oz; e de nacionais de outros países por Erez, disse um porta-voz militar.

Na invasão participam milhares de tropas de Infantaria, Engenheiros, Artilharia e tanques apoiados pela aviação, pela marinha e várias agências de Inteligência.

O objetivo da incursão é "assestar um duro golpe" ao movimento islamita Hamas e a outras milícias que atuam em Gaza para minimizar os ataques com foguetes lançados desde esse território palestino contra o Estado judeu, segundo o Exército.

O balanço de vítimas da operação Chumbo Fundido, iniciada no último dia 27, ronda os 530 mortos e 2.500 feridos.

"Qualquer medida" pelo fim dos ataques

O Governo do Irã disse estar disposto a utilizar "qualquer medida política e econômica" contra Israel e os países que o apóiam para conseguir o fim dos ataques contra a Faixa de Gaza.

O porta-voz do Ministério de Exteriores iraniano, Hassan Ghashghavi, referiu-se, assim, a declarações de um general iraniano que disse que, em represália pelo ataque contra Gaza, os países muçulmanos deveriam cortar o fornecimento de petróleo às nações que apóiam Israel.

"O Irã adotará qualquer medida política e econômica contra o regime sionista, e contra os países que o apóiam, para impedir a continuação dos crimes (em Gaza)", disse hoje o porta-voz da diplomacia iraniana, em declarações citadas pela agência local "Isna".


Localização da Faixa de Gaza

Leia mais sobre: Faixa de Gaza

Leia também

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.