Israel: direita é favorita, mas diferença é cada vez menor entre Likud e Kadima

A três dias das legislativas em Israel, a diferença está cada vez menor entre o Kadima centrista, no poder, e o Likud (oposição de direita), que continua sendo no entanto a favorita para formar o gabinete graças á extrema direita e apesar de um importante número de indecisos.

AFP |

Segundo uma pesquisa publicada na noite de sexta-feira pelo canal de televisão Chaîne-Dix (privada), o Likud de Benjamin Netanyahu tem 27 das 120 cadeiras da Câmara, contra 25 do Kadima da ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, 19 do partido de Israël Beiteinou (extrema direita) de Avigdor Lieberman, e 14 do partido trabalhista do ministro da Defesa Ehud Barak, seu placar histórico mais baixo.

Os outros partidos obtiveram os seguintes resultados: Shass (ortodoxo): 9, Meretz (esquerda laica): 6, Judaísmo unificado da Torah (ortodoxo ashkenaze): 6, União nacional (extrema direita dos colonos): 4, listas árabes: 10.

Estes dados confirmam o crescimento de um bloco de direita revelado pela maioria das pesquisas anteriores, sobre a qual Netanyahu pode confortavelmente se apoiar para formar uma coalizão governista.

Segundo a pesquisa publicada na noite de sexta-feira, apenas 74% dos eleitores do Likud se disseram "absolutamente certos" de sua intenção de voto, contra 81% dos eleitores do Kadima.

"Mais uma vez, o final da votação será decidido por dois grupos chave: os que vão se abster e os eleitos que calculam sua estratégia", disse Naomi Chazan, uma antiga eleita do Meretz.

"Hoje, inúmeros cidadãos não sabem para quem vão finalmente votar, e 30% dos que pretendem participar podem se abster", acrescentou.

ChW/lm

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