Israel diminui pressão na Cisjordânia para se aproximar de Obama

Jerusalém, 25 jun (EFE).- Israel rebaixará sua pressão militar na Cisjordânia na busca de um novo compromisso com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após ignorar a exigência do líder americano de interromper a construção das colônias nesse território palestino.

EFE |

A imprensa local afirma que a decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, inclui o levantamento de controles militares na Cisjordânia e que o Exército se mantenha fora de alguns principais núcleos urbanos desse território ocupado.

Entre essas cidades figuram Ramala, Belém, Jericó e Qalqilya.

Também no marco da tentativa de aproximação com Obama, Netanyahu enviará na próxima semana a Washington o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que discutirá como abrir caminho para melhorar o entendimento com a Administração americana.

O Governo israelense teria adotado esta linha política após autorizar, esta semana, a construção de novas casas nos assentamentos da Cisjordânia, contrariando a exigência de Obama para que congele o crescimento populacional nesse território palestino.

Depois que o Governo israelense aprovou a expansão imobiliária nas colônias da Cisjordânia, o enviado especial americano para o Oriente Médio, George Mitchell, cancelou um encontro que tinha marcado com Netanyahu para debater sobre as perspectivas das negociações de paz na região.

Fontes oficiais israelenses afirmaram inicialmente que a suspensão da reunião tinha sido de mútuo acordo entre Netanyahu e Mitchell, mas surgiram versões pouco depois na imprensa local que afirmaram que o enviado especial americano tinha cancelado o encontro de maneira unilateral. EFE amg/db

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