Israel diminui entrada de produtos na Faixa de Gaza apesar de trégua

GAZA - Israel diminuiu a quantidade de bens comerciais que permite entrar em Gaza apesar de continuar em vigor a trégua entre o Exército israelense e as milícias palestinas, diz um relatório apresentado hoje pelo Centro de Comércio Palestino.

EFE |

Acordo Ortográfico O estudo indica que a entrada de produtos diminuiu no último mês por causa do frequente fechamento das passagens fronteiriças desde o início de outubro e que o encerramento gradual do bloqueio de Israel que devia seguir à trégua não está sendo cumprido.

O número de caminhões que entram em Gaza "continua sendo baixo, com 65 veículos por dia, e não aconteceu nenhuma melhora com relação ao tipo de bens importados, excetuando um caminhão de arames para construção", diz o relatório.

Esta organização afirma que Israel fechou o posto de Kerem Shalom (no sul da faixa) três dias neste mês, o de Karni (no nordeste) por uma semana e o de Nahal Oz (também no nordeste e pelo qual entra combustível) durante seis dias, enquanto que a passagem de Sufa (no sul) permanece fechada desde o dia 14 de setembro.

Em junho, Israel e as facções palestinas chegaram, com mediação egípcia, a um acordo de cessar-fogo por meio do qual ambos se comprometiam a suspenderem as hostilidades e Israel aliviava o bloqueio, imposto a este território após a tomada de poder do Hamas em junho de 2007.

Trégua vigente

Após a entrada em vigor da trégua, Israel permitiu gradualmente a entrada de mais combustível, alimentos, materiais de construção e outros produtos, mas o Hamas denuncia que a entrada de bens continua sendo de todo insuficiente e acusa Israel de descumprir os termos do acordo.

Fontes humanitárias na faixa afirmam que a escassez de combustível e provisões continua provocando sérios problemas no fornecimento de água e nos sistemas de desaguamentos de Gaza e que os cortes de eletricidade aumentaram no norte da faixa.

A quantidade de combustível recebido em setembro é praticamente igual à que entrou em julho e um pouco inferior à de agosto.

"A quantidade de bens comerciais e humanitários importados caiu pelo segundo mês consecutivo e os aumentos previstos não se materializaram ainda após a melhora inicial nas primeiras semanas", acrescenta a fonte, que acrescenta que "alguns destes avanços parecem ter se perdido".

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