Israel deve aceitar Estado palestino, diz vice-presidente dos EUA

O vice-presidente americano, Joe Biden, disse nesta terça-feira que Israel deve aceitar a futura existência de dois Estados convivendo lado a lado, um israelense e um palestino, e interromper a construção de assentamentos judaicos em terras palestinas. Israel deve trabalhar pensando em uma solução de dois Estados, disse ele em um pronunciamento na conferência anual do principal grupo lobista judaico, o Comitê de Negócios Públicos Americano-Israelenses (Aipac), nos Estados Unidos.

BBC Brasil |


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"Vocês não vão gostar de me ouvir dizer isso, mas não construam mais assentamentos, desmontem os existentes e permitam liberdade de movimento aos palestinos", disse ele, que também criticou grupos militantes palestinos e pediu o fim da violência contra Israel.

As declarações de Biden foram feitas horas antes do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Israel, Shimon Perez, em Washington. Obama já havia se pronunciado a favor de um Estado palestino.

''Sem precondições''

O novo premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ainda não se disse a favor ou rejeitou publicamente a ideia de dois Estados.

Falando à Aipac na segunda-feira, Benjamin Netanyahu afirmou que quer retomar as negociações de paz com os palestinos o mais rápido possível e sem precondições.

Netanyahu afirmou que as negociações políticas devem ser parte de uma nova política de aproximação de três vias, que também cobriria questões econômicas e de segurança.

"A via política significa que estamos prontos para retomar as negociações de paz o mais rápido possível e sem quaisquer precondições, quanto mais cedo, melhor", disse.

"A via da segurança significa que queremos fortalecer o aparato de segurança dos palestinos. Isto é algo que acreditamos e um setor no qual podemos progredir em um esforço conjunto", disse. 

"A via econômica significa que estamos prontos para trabalhar juntos para retirar quaisquer obstáculos que pudermos para o progresso da economia palestina", completou o primeiro-ministro.

Obama deve se encontrar com Netanyahu ainda no mês de maio.


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