A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta sexta-feira que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu uma resposta útil e produtiva aos seus questionamentos sobre as construções em Jerusalém Oriental, em uma conversa telefônica na quinta-feira.

AFP
Blair, Hillary, Lavrov, Ban e Ashton em Moscou

Blair, Hillary, Lavrov, Ban e Ashton em Moscou


Segundo Hillary, Netanyahu propôs uma série de "medidas de construção de confiança". Nenhum dos países, entretanto, divulgou detalhes sobre as medidas propostas por Netanyahu.

A secretária participou nesta sexta-feira de uma reunião do Quarteto para a Paz no Oriente Médio, formado por Estados Unidos, ONU, União Europeia (UE) e Rússia. O grupo pediu que Israel pare a ampliação de assentamentos judaicos em território palestino e condenou o anúncio de planos para a construção de casas em Jerusalém Oriental.

Após o encontro do grupo em Moscou, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, leu uma declaração do quarteto que pede à comunidade internacional que ajude a promover negociações entre Israel e palestinos para que um acordo de paz possa ser produzido em até 24 meses.

"O quarteto exorta o governo de Israel a congelar qualquer atividade relacionada a assentamentos - incluindo expansão natural - a desmontar colônias erguidas desde março de 2001 fora de limites demarcardos, e a não demolir ou retirar pessoas de suas casas em Jerusalém Oriental", disse Ban, após o encontro com os chanceleres de EUA e Rússia, Hillary Clinton e Sergei Lavrov, e da nova chefe de Política Externa da UE, Catherine Ashton.

O quarteto condenou o anúncio feito por Israel, semana passada, de que permitiria a construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental, região ocupada por Israel desde 1967.

O anúncio da construção foi feito durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, ao país, o que foi interpretado pela Casa Branca como um "insulto" e um recuo em seu esforço de paz.

O porta-voz do departamento de Estado dos EUA, P.J. Crowley, afirmou que o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, deve se encontrar com Netanyahu e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na região neste final de semana.

'Fim da violência'

Horas antes da reunião, um caça israelense atacou ao menos seis alvos na Faixa de Gaza . Israel afirmou que o ataque foi uma resposta a um outro perpetrado pelo grupo extremista palestino Hamas, que teria lançado na quinta-feira um míssil contra Israel, matando um agricultor tailandês.

O quarteto pediu o "fim imediato da violência e do terror" na região. "O quarteto está profundamente preocupado com a contínua deterioriação em Gaza, incluindo a situação humanitária e de direitos humanos da população civil, e ressalta a urgência de uma resolução para a crise de Gaza", disse Ban.

Com BBC

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