Israel detém britânicos que tentavam romper bloqueio marítimo a Gaza

"Irene", um barco de bandeira britânica e fretado por organizações judias, foi abordado na terça pela Marinha israelense enquanto navegava rumo à zona bloqueada

EFE |

As autoridades israelenses detiveram dois britânicos que viajavam em um barco que tentava romper o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza, informou nesta a organização "Judeus pela Justiça para os Palestinos" nesta quarta-feira.

O "Irene", um barco de bandeira britânica e fretado por organizações judias, foi abordado na terça pela Marinha israelense enquanto navegava rumo à zona bloqueada. Os dois britânicos - o capitão Glyn Secker e a fotógrafa Vish Vishvanath - foram levados a um centro de imigração em Israel e serão deportados, segundo uma porta-voz dos ativistas.

De acordo com a organização, que perdeu contato com Secker na terça-feira às 6h37 (pelo horário de Brasília), os dois britânicos estão sob custódia policial no aeroporto Ben Gurion, de Israel, de onde retornarão ainda nesta quarta-feira ao Reino Unido.

"Seus representantes legais afirmaram que eles estão bem, um pouco cansados. Informamos às famílias sobre seus retornos", assinalou em nota o grupo "Judeus pela Justiça para os Palestinos".

Por sua parte, o Ministério britânico de Assuntos Exteriores informou que seu pessoal consular em Tel Aviv vai fornecer ajuda caso seja requisitado. O barco - com dez ativistas procedentes do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Israel - zarpou no domingo do porto cipriota de Famagusta com a intenção de levar ajuda humanitária simbólica à população de Gaza.

O "Irene" foi fretado por organizações como a britânica "Judeus pela Justiça para os Palestinos", a europeia "Judeus Europeus por uma Paz Justa", a americana "Voz Judia pela Paz" e a australiana "Judeus contra a Ocupação".

Segundo os organizadores, se trata de "um ato simbólico de solidariedade e protesto não violento" que pede o fim do bloqueio a Gaza. Israel impôs o bloqueio há três anos, em uma tentativa de impedir que a milícia islâmica Hamas pudesse armazenar armas.

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