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Israel despreza oferta de guarda-chuva de defesa americano contra Irã

Jerusalém, 22 jul (EFE).- O vice-primeiro-ministro israelense, Dan Meridor, desprezou hoje a oferta da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, de que seu país ofereça um guarda-chuva de defesa a seus aliados na região, se o Irã chegar a ter armas nucleares.

EFE |

Meridor disse a uma rádio militar que as declarações de Hillary podem ser interpretadas como uma disposição a tolerar o fato de que o Irã se torne uma potência nuclear.

"Ouvimos, sem entusiasmo nenhum, as declarações dos americanos que defenderão seus aliados no caso de o Irã produzir uma bomba atômica, como se já tivessem aceitado essa realidade", afirmou Meridor, em um programa de debate.

Para o vice-primeiro-ministro, declarações como as da líder da diplomacia americana são "um erro, porque não temos que aceitar que o Irã tenha armas nucleares, mas impedir".

Em uma entrevista à televisão da Tailândia, onde participa do fórum de segurança da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), Hillary advertiu que os EUA "mantêm aberta a porta ao Irã", embora estejam preparados para reforçar os sistemas de defesa de seus países vizinhos se o país insistir em desenvolver seu programa nuclear.

"Manteremos a porta aberta (para negociar com o Irã), mas deixamos claro que empreenderemos ações, como disse várias vezes, trabalhando para melhorar a defesa de nossos parceiros na região", afirmou.

"Se os EUA abrirem um guarda-chuva defensivo na região, se fizermos mais para apoiar a capacidade militar dos países do Golfo (Pérsico), é improvável que o Irã seja mais forte ou seguro, porque (seus dirigentes) não serão capazes de intimidar e dominar, como aparentemente acreditam que poderão quando tiverem uma arma nuclear", explicou.

Na semana passada, Hillary anunciou que a Casa Branca está preparada para dialogar com Teerã, mas advertiu que esta oferta não permanecerá sobre a mesa indefinidamente.

Israel considera que um Irã com armas nucleares seria uma ameaça a sua existência, já que o país é considerado o "pequeno Satã", em analogia ao "Grande Satã", como se referem aos EUA.

Israel assegura há anos que a opção nuclear iraniano é intolerável de seu ponto de vista e que não descarta nenhuma opção, inclusive um ataque militar. EFE elb/pd

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