Israel desenvolve tecnologia para evitar falsificação com DNA artificial

Cientistas israelenses desenvolveram uma nova tecnologia para combater a substituição da identidade genética, após constatarem que o DNA coletado na cena de um criem pode ser facilmente falsificado.

AFP |

Segundo os pesquisadores, não é difícil fabricar artificialmente amostras de DNA que podem se incorporar à saliva e ao sangue humanos, utilizando material primário e tendo algum conhecimento. Também é possível propagar este DNA artificial no local de um crime.

"Atualmemte, os métodos de identificação não permitem diferenciar as amostras de sangue, de saliva ou as superfícies em contato com o DNA artificial", escrevem os cientistas em um artigo publicado na revista especializada "Forensic Science International: Genetics".

Os especialistas afirmam que é possível pedir a qualquer laboratório que reproduza uma amostra de DNA a partir de uma xícara de café suja ou de uma ponta de cigarro para deixá-la na cena de um crime.

Também é possível modificar o DNA do sangue separando em uma centrífuga os glóbulos brancos (onde fica o DNA humano) dos vermelhos e acrescentar a eles o DNA artificial.

Um renomado laboratório americano, que trabalha com o FBI, não foi capaz de distinguir o DNA falso do verdadeiro, segundo os cientistas israelenses.

Para evitar este tipo de fraude, a Nucleix, empresa israelense especializada em análises de DNA, desenvolveu um método de autenticação do DNA que permite diferenciar o DNA natural do artificial e até mesmo do DNA "contaminado".

O DNA é, atualmente, uma das ferramentas usadas com maior êxito e eficácia nas investigações criminais.

rb-chw/ap

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