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Israel declara guerra total ao Hamas

Jerusalém, 29 dez (EFE).- A operação em Gaza será longa e se trata de uma guerra total contra o Hamas e os de sua classe, advertiu esta tarde no Parlamento israelense o ministro da Defesa, Ehud Barak.

EFE |

A operação, iniciada no sábado e denominada "Chumbo Fundido", será "ampliada e aprofundada segundo seja necessário", disse o titular da Defesa no Knesset (Parlamento de Israel).

O objetivo da ofensiva, que matou até agora 345 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza e feriu outras 1.600, não são os residentes da Faixa, mas o Hamas, disse Barak, que assegurou que o movimento islamita "é responsável por tudo o que ocorre em Gaza" e de ter transformado esse território palestino em um "refúgio de terroristas".

O ministro lembrou ao Plenário que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, quando visitou Israel sendo ainda candidato presidencial, assegurou que se alguém lançasse foguetes contra sua casa enquanto suas filhas dormissem "faria tudo o que pudesse para evitá-lo".

Vários parlamentares árabes acusaram o Governo de levar ao país a uma guerra por motivos partidários a fim de ganhar votos antes das eleições gerais do próximo mês de fevereiro.

A comandante Avital Leivovitz, porta-voz do Exército israelense, confirmou em entrevista à Agência Efe que por enquanto a ofensiva contra Gaza "continua sendo por ar" e "levará bastante tempo".

Segundo a porta-voz, por enquanto "só há planejada uma operação terrestre".

A aprovação ontem por parte do Conselho de Ministros da mobilização de 6.500 reservistas é só um primeiro passo, que deverá ser confirmado pelo Comitê de Defesa antes que estes possam ser convocados para lutar.

"Temos muitas tropas em alerta, mas ainda não há plano para ativá-las", disse a comandante, embora indicando que poderia iniciar uma operação por terra se decidir "terminar a ação com maior rapidez".

Ontem à noite, a Marinha israelense uniu-se à operação e disparou contra dois navios que o movimento islamita Hamas utiliza para introduzir armas na Faixa, segundo a porta-voz.

Tanto ontem quanto hoje Israel permitiu a entrada em Gaza de caminhões com ajuda humanitária, afirmou Leivovitz, precisando que no domingo entraram na Faixa 150 toneladas de comida e medicina enquanto hoje se introduziu a carga de 100 caminhões.

"Não temos nenhum limite da quantidade de medicina e alimentos que permitimos passar: estamos deixando entrar tudo o que enviarem as organizações humanitárias", indicou.

As comunidades do sul de Israel se encontram em estado de alerta e a Frente de Interior se posicionou na região para proteger seus habitantes.

"As pessoas que vivem a menos de 10 quilômetros da Faixa de Gaza têm que permanecer o dia todo em refúgios, os que vivem a entre 10 e 20 quilômetros têm que permanecer a menos de 15 segundos de um refúgio e entre 20 e 30 quilômetros a 30 segundos", disse a militar, explicando que "300 mil israelenses encontram-se atualmente sob a mira de foguetes".

Enquanto o Exército israelense abateu hoje 20 alvos -entre eles vários abrigos subterrâneos, instalações do Hamas e plataformas de lançamento de foguetes-, as milícias palestinas lançaram 10 bombas e 50 foguetes Qassam e Grad ao território israelense, um dos quais matou um pedreiro na cidade de Askhelon.

Estes foguetes são de fabricação artesanal e seu potencial destrutivo é baixo. EFE aca-amg/jp

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