Israel declara estado de emergência após atentado em Jerusalém

Jerusalém - As autoridades israelenses declararam estado de emergência em Jerusalém, onde as forças de segurança e os serviços médicos estão em estado de alerta após o atentado de hoje, que deixou quatro pessoas mortas.

EFE |

  • Ataque com escavadeira mata 4 e deixa 45 feridos em Israel
  • Grupo árabe-israelense assume autoria de atentado
  • O ataque aconteceu por volta das 6h de Brasília e, além dos quatro mortos, mais de 30 pessoas ficaram feridas.

    No atentado, um palestino passou por cima de vários veículos e tombou um ônibus com uma escavadeira no centro de Jerusalém.

    Segundo confirmou à Agência Efe o porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld, o agressor era "um homem palestino de cerca de 30 anos, morador de Jerusalém Oriental", o que permitia a ele transitar por todo o território de Israel.

    EFE
    Equipe médica presta socorro a uma das vitímas

    "O terrorista foi morto por um oficial da Polícia e um guarda de segurança privada", que conseguiram subir na escavadeira cinco minutos depois de seu condutor semear o pânico e a destruição ao longo de um quilômetro da rua Jaffa.

    As imagens de televisão mostram nitidamente o momento em que o policial e o guarda matam o agressor com cinco tiros à queima-roupa.

    Entre as vítimas fatais há três mulheres e um homem, todos civis.

    O autor do atentado trabalhava nas obras que estão sendo realizadas na rua e, segundo fontes oficiais que pediram para não ser identificadas, tem histórico criminal.

    A ação

    Com a escavadeira, o jovem palestino conseguiu suspender e virar um ônibus urbano com 30 passageiros dentro, entre os quais estava a filha do prefeito de Jerusalém.

    A máquina amassou completamente um veículo Toyota conduzido por uma mulher que morreu na hora e no qual viajava um bebê, que ficou ferido.

    O agressor, que aparentemente pretendia ir ao mercado Mahaneh Yehuda, muito movimentado naquele horário, continuou avançando em direção contrária ao trânsito, causando pânico entre pedestres e motoristas.

    Segundo fontes oficiais, seis carros de passeio foram totalmente esmagados pela escavadeira, uma Caterpillar amarela, de uso comum nas obras de construção.

    Ami Dayan, testemunha israelense, contou à Efe que o agressor "foi esmagando as pessoas em seus carros e depois a jogou contra dois ônibus. Ele tentava levantar os veículos com a pá".

    EFE
    Escavadeira usada foi fabricada nos EUA


    Segundo Dayan, "isto é o que acontece por empregar árabes e por negociar com árabes. Espero que (o primeiro-ministro de Israel, Ehud) Olmert saiba disso".

    A área da rua Jaffa já foi liberada, mas as medidas de segurança em Jerusalém e em outras cidades israelenses, como Tel Aviv, onde as forças de segurança estão em alerta prevendo novos ataques, foram redobradas.

    Muitos dos ônibus urbanos de Jerusalém estão circulando com flores e uma fita preta ao lado do assento do motorista em sinal de luto e condenação ao atentado.

    Até agora, as forças de segurança não divulgaram dados sobre a autoria do ataque.

    A facção armada Brigadas de Libertação da Galiléia, grupo desconhecido até pouco tempo, assumiu a autoria do ataque em comunicado distribuído aos meios de comunicação árabes, mas sem credibilidade, segundo a Polícia.

    "Este ataque é a resposta às constantes agressões contra nosso povo palestino, especialmente aos assassinatos sionistas que continuam na Cisjordânia, e também contra o Hamas, que persegue nossos membros e líderes na Faixa de Gaza", diz a nota.

    O comunicado identifica o agressor como Ala Hashim Abu Dehem, de 30 anos e morador da aldeia palestina de Tzur Baher, em Jerusalém Oriental.

    As autoridades israelenses também não revelaram se esse atentado terá alguma repercussão na manutenção da trégua entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

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