Israel decidirá nos próximos dias se aceita proposta de trégua egípcia

Jerusalém, 16 jan (EFE).- Israel decidirá nos próximos dias se aceita a proposta egípcia para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, à espera de que o chefe do Departamento de Política e Segurança do Ministério da Defesa israelense, Amos Gilad, retorne hoje do Cairo.

EFE |

Após cinco horas de debate em um gabinete reduzido do Executivo israelense na noite da quinta-feira, Gilad viajou pelo segundo dia consecutivo hoje à capital egípcia, a fim de continuar negociando com as autoridades desse país a iniciativa para um cessar-fogo entre Israel e Hamas.

"Não negociamos com o Hamas, mas com o Egito", reiterou hoje à Agência Efe Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, antes de dizer que "está sendo desenvolvido um grande esforço de negociação" e que o enviado israelense informará hoje novamente ao Executivo sobre as últimas propostas procedentes do Cairo.

Ao voltar ontem da capital egípcia, Gilad informou a Olmert, à ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, e ao titular da Defesa, Ehud Barak, sobre os detalhes recebidos por parte dos mediadores egípcios.

Também participaram da reunião o chefe do Estado-Maior, general Gabi Ashkenazi, e o diretor dos serviços de segurança interna (Shin Bet), Yuval Diskin.

Com sua volta a Tel Aviv hoje, Gilad deve fazer o mesmo com parte do Executivo, e nos próximos dias está prevista a convocação do gabinete ou conselho de segurança, no qual, além dos mencionados ministros, também participam altos comandantes de defesa e dos órgãos de segurança.

O Egito faz a mediação entre Israel e o movimento islâmico Hamas para tentar com que as partes aceitem o fim das hostilidades em Gaza e seus arredores, após três semanas de ofensiva israelense no território palestino que causou a morte de cerca de 1,090 mil palestinos e 13 israelenses.

Segundo a imprensa árabe e israelense informa hoje, o Hamas teria proposto um cessar-fogo de um ano de duração e modificações na proposta egípcia sobre a reabertura das passagens fronteiriças da Faixa de Gaza.

"Esperamos que esteja muito perto de uma calma sustentada no sul (de Israel), esse é nosso objetivo", ressaltou o porta-voz israelense, ao insistir em que "Israel acredita que não faz sentido colocar uma compressa que explodirá novamente em uma semana, um mês ou um ano".

A chefe da diplomacia israelense viajou ontem à noite a Washington com o objetivo de se reunir com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e assinar um memorando de entendimento sobre a necessidade do fim do contrabando de armas ao Hamas através da fronteira sul da Faixa de Gaza.

Israel exige também do Egito garantias para impedir o livre fluxo de armas através da fronteira sul de Gaza, de cerca de 14 quilômetros, para o Hamas. EFE db/an

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