frágil e incapaz de suportar verdadeiras sanções - Mundo - iG" /

Israel considera Irã frágil e incapaz de suportar verdadeiras sanções

Jerusalém, 17 mai (EFE).- O Irã é um Estado muito frágil em uma situação convulsa que não pode suportar verdadeiras sanções devido à vulnerabilidade de seus bancos e companhias de navegação, disse hoje o vice-ministro de Assuntos Exteriores israelense, Daniel Ayalon.

EFE |

"Se o mundo insiste em impor estritas sanções contra eles (o Irã), talvez não seja necessária uma ação militar", ressaltou Ayalon, em comunicado divulgado pelo Ministério de Exteriores.

Ayalon, do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, considera "possível deter o Irã por meios diplomáticos", porque "ainda não cruzou o ponto de não retorno", na obtenção da arma nuclear.

Para isso, disse, Israel e Estados Unidos devem coordenar suas posturas perante Teerã, um dos objetivos da viagem a Washington iniciada na madrugada passada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para se reunir com o presidente americano, Barack Obama.

"Na minha opinião, Israel não atuará contra o Irã sem coordenar-se com os Estados Unidos, mas também esperamos que eles se coordenem conosco", esclareceu.

Ayalon também usou a nota de imprensa para responder ao presidente sírio, Bashar al-Assad, que na sexta-feira passada manifestou na Turquia sua disposição em retomar o diálogo com Israel se houver um "parceiro" para a paz no Estado judeu.

"Assad não está interessado na paz, mas em processo de paz (...) para tirar seu país do isolamento internacional e se desfazer da pressão da comunidade internacional. É impossível desejar a paz e apoiar e armar ao mesmo tempo o Hisbolá, Hamas e Jihad Islâmica", disse o vice-ministro de Assuntos Exteriores de Israel.

De acordo com Ayalon, é Assad, e não Netanyahu, que rejeita o diálogo sincero, porque "sabe muito bem que teria que pagar o preço da normalização e abrir seu país ao Ocidente, o que poderia representar a queda de seu regime".

Damasco "deve ir a um processo negociador sem condições prévias", disse, em alusão à devolução das Colinas do Golã - ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias de 1967 -, o ponto de partida das anteriores negociações entre os dois países. EFE ap/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG