Israel condiciona trégua com Hamas à libertação de soldado seqüestrado

Jerusalém, 12 mai (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse hoje que o acordo de trégua com o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, está condicionado à libertação do soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado há dois anos neste território.

EFE |

"A libertação prévia de Gilad Shalit faz parte da resolução da situação na Faixa de Gaza", disse Olmert após se reunir com o chefe do serviço de inteligência do Egito, Omar Suleiman.

Suleiman apresentou para Israel uma proposta de trégua negociada pelo Cairo com o Hamas e outras facções armadas de Gaza.

Segundo o jornal israelense "Yedioth Ahronoth", a outra condição exigida por Israel para se chegar a um cessar-fogo em Gaza é que o Hamas e outras facções deixem de se armar e se fortalecer.

A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, também se reuniu hoje com Suleiman e pediu ao chefe do serviço de inteligência que mencione o assunto da libertação de Shalit nas conversas sobre o cessar-fogo.

Durante sua visita a Jerusalém, Suleiman também se reuniu com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, e com o titular de Indústria, Comércio e Trabalho, Eli Yishai, que expressou seu desejo de se reunir com representantes do Hamas para negociar a libertação do soldado.

Gilad Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006 em um posto fronteiriço de Gaza por membros do Hamas.

Após a última conversa que aconteceu no Cairo no mês passado, o Hamas ofereceu um cessar-fogo de seis meses em Gaza caso Israel levante o bloqueio que mantém ao território palestino e permita que seja aberto o posto de fronteira de Rafah, porém não mencionou em sua proposta a libertação do soldado.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Aiman Taha, declarou hoje à Agência Efe que "Israel deve aceitar a proposta de trégua que for feita ao Egito". Segundo ele, caso Israel não aceite, o Hamas estará "preparado para qualquer opção".

Fontes diplomáticas citadas pela imprensa local advertem, no entanto, que é pouco provável que Israel aceite a iniciativa de trégua com as condições colocadas. EFE aca/rr/fal

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