Israel condena oito jovens por ataques neonazistas

Um tribunal em Tel Aviv condenou à prisão oito jovens acusados de uma série de ataques neonazistas que chocaram Israel. Os jovens, com idades entre 16 e 19 anos, eram imigrantes vindos da antiga União Soviética e foram considerados culpados por ataques contra judeus religiosos, trabalhadores estrangeiros, gays e usuários de drogas, além da profanação de sinagogas e túmulos de judeus.

BBC Brasil |

Os condenados receberam penas de entre um e sete anos de prisão. Ao ler seu veredicto, o juiz Tsvi Gurinkel disse que determinou penas severas em um esforço para desencorajar outros a seguir o exemplo da gangue.

"O fato de serem judeus da antiga União Soviética e de simpatizarem com indivíduos que acreditam em teorias racistas é terrível", disse o juiz.

Os jovens foram condenados por conspiração para cometer crimes, agressão, incitação ao racismo e distribuição de material racista.

Choque
A existência da gangue neonazista, conhecida como Patrulha 36, foi revelada depois da prisão dos integrantes, em 2007, e chocou Israel.

Os oito jovens migraram para Israel dentro da Lei de Retorno, que concede a cidadania israelense imediata e automática a todos os judeus do mundo que imigrarem para Israel e estende os direitos reservados a judeus também a netos de judeus e cônjuges não-judeus.

Um dos condenados é neto de um sobrevivente do Holocausto, em que milhões de judeus foram mortos pelo regime nazista.

Os jovens viviam em Petah Tikva, perto de Tel Aviv. Em suas casas, foram encontrados vários objetos de cunho nazista, como uniformes e retratos de Adolf Hitler, além de armas.

Segundo o jornal israelense Haaretz, vídeos encontrados nos computadores apreendidos pela polícia mostravam os jovens vestidos com roupas neonazistas atacando suas vítimas.

De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Paul Wood, apesar da cidadania israelense, muitos dos descendentes de imigrantes da antiga União Soviética não se consideram totalmente judeus.

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