Israel condena 8 jovens judeus por formar quadrilha neonazista

Jerusalém, 23 nov (EFE) - Oito jovens judeus israelenses foram hoje condenados a penas entre um e sete anos de prisão por pertencer a um grupo neonazista e atacar brutalmente usuários de drogas, homossexuais, imigrantes e religiosos vestidos com o tradicional chapéu judaico kipá.

EFE |

Os jovens, todos entre 16 e 21 anos e em sua maioria imigrantes de países da antiga União Soviética, foram declarados culpados pelo Tribunal do Distrito de Tel Aviv de agressão, conspiração para cometer assassinato e incitação ao racismo.

Todos eles pertenciam a uma célula neonazista autodenominada "Patrulha 36", com base na localidade de Petah Tikva, que atuavaoperava no centro do país e se reunia habitualmente para consumir bebidas alcoólicas, tirar fotos com o braço erguida, na saudação fascista, e discutir sobre a ideologia nazista.

A ata de acusação indica que os oito adolescentes tinham previsto celebrar uma cerimônia no Museu do Holocausto (Yad Vashem) para comemorar o aniversário de Adolf Hitler e "lhe jurar fidelidade e prometer preservar a 'raça branca' até sua última gota de sangue".

Na sentença, o juiz Zvi Gurfinkel assegura que os jovens realizaram "ações horríveis que nenhum judeu pode aceitar".

O fato de que estes neonazistas "sejam judeus que emigraram a Israel e elegeram adotar teorias racistas é muito grave", reza o texto, e acrescenta que "não é possível para esta Corte ser indulgente, apesar das circunstâncias e da juventude dos acusados".

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