Israel concorda em libertar dois prisioneiros envolvidos em ataques mortais

Dois palestinos presos por envolvimento em ataques violentos contra israelenses estão entre os 200 prisioneiros que deverão ser soltos pelas autoridades de Israel. Said al-Attaba e Mohammed Ibrahim Abu Ali, presos por mais de 25 anos, serão libertados como um gesto de boa vontade ao presidente palestino, Mahmoud Abbas.

BBC Brasil |

O governo de Israel raramente liberta prisioneiros condenados por matar israelenses.

A mídia israelense relatou que Al-Attaba, de 56 anos, vem cumprindo uma pena de prisão perpétua desde 1977 pela morte de uma mulher israelense em um ataque.

Abu Ali, conhecido como Abu Ali Yatta, teria sido preso em 1980 por matar um reservista israelense em Hebron. Ele também matou um palestino suspeito de colaborar com Israel.

O porta-voz do primeiro-ministro Ehud Olmert divulgou um comunicado dizendo que "esse é um gesto que objetiva construir confiança e incentivar as alas moderadas da Autoridade Palestina e o processo de paz".

A Autoridade Palestina saudou a decisão e fez um apelo para que mais prisioneiros sejam soltos.

Mas vários políticos israelenses criticaram a decisão, dizendo que Israel não recebeu nada em troca.

'Fraqueza'
Entre os críticos está Shaul Mofaz, um dos candidatos para substituir o primeiro-ministro Olmert quando ele deixar o cargo no próximo mês.

"Quando Israel liberta prisioneiros para elementos fracos sem exigir nada em retorno, eles continuam fracos", afirmou Mofaz.

"Esta é uma decisão que passa fraqueza e um aceitação da atual situação", completou.

O líder da oposição Binyamin Netanyahu fez um apelo para que decisão seja revista.

"Em vez de adotar uma postura firme contra o terrorismo, o governo de coalizão do Kadima e dos Trabalhistas continua a libertar centenas de prisioneiros em troca de nada", afirmou o ex-primeiro-ministro.

A decisão se segue à libertação recente do militante libanês Samir Kantar, também condenado por matar israelenses.

Autoridades dizem que a libertação em si só acontecerá por volta do dia 25 de agosto, antes do mês sagrado do Ramadã.

Segundo estimativas, Israel mantém entre 8.500 e 11 mil prisioneiros palestinos, incluindo centenas de crianças.

O governo israelense libertou 429 palestinos como um gesto de boa vontade a Abbas depois da retomada das negociações de paz em novembro na cidade americana de Annapolis.

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