Israel comparece às urnas para eleições municipais com Jerusalém em jogo

Os israelenses comparem às urnas nesta terça-feira para eleger seus prefeitos, em uma votação marcada por uma disputa árdua pelo município de Jerusalém entre um rabino ultra-ortodoxo e um candidato laico.

AFP |

Um total de 4,7 milhões de eleitores estão registrados para votar em todo o país.

A votação acontece em 159 localidades, incluindo as colônias judaicas na Cisjordânia e Colinas Golan, assim com em Jerusalém Oriental, onde os habitantes palestinos têm direito a voto.

O pleito vai eleger prefeitos e câmaras municipais. Se um candidato a prefeito conseguir 40% dos votos emitidos, evita o segundo turno.

A batalha pela prefeitura de Jerusalém tem dois candidatos principais: o rabino ultra-ortodoxo Meir Porush e o laico Nir Barkat, em uma ilustração das tensões religiosas que agitam a cidade.

No entanto, os dois candidatos defendem a anexação da parte oriental de Jerusalém, conquistada na guerra árabe-israelense de 1967 e declarada em 1980 pelo Parlamento "capital indivisível e eterna do Estado de Israel".

A cidade milenar é comandada desde 2003 por Uri Lupolianski, um ultra-ortodoxo.

O terceiro candidato, o milionário de origem russa Arcady Gaydamak, muito atrás nas pesquisas, aposta em um efeito surpresa, graças aos votos árabes.

A Autoridade Palestina defendeu a abstenção dos palestinos, assim como nas eleições anteriores, por considerar que votar seria reconhecer a ocupação de Jerusalém Oriental.

Jerusalém tem 733.000 habitantes, 481.000 deles judeus (65%) e 252.000 árabes (34%).

jlr/fp

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