Jerusalém, 9 dez (EFE).- A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, congratulou-se hoje pela decisão dos 27 membros da União Européia de intensificar seus laços com Israel, no que classificou de abertura de um novo capítulo nas relações bilaterais.

"É uma conquista significativa da diplomacia israelense, é a abertura de um novo capítulo nas relações diplomáticas de Israel com os estados da União Européia", diz Livni em comunicado divulgado hoje.

Para a ministra israelense, a decisão da UE "reflete a crescente cooperação entre as partes, baseada em valores comuns e uma forma similar de ver o mundo".

Ontem, em Bruxelas, os 27 ministros de Relações Exteriores da União resolveram de forma unânime intensificar o diálogo com Israel em assuntos diplomáticos e contatos políticos.

O primeiro exemplo prático desta iniciativa é que em abril se realizará em Bruxelas um encontro sem precedentes entre o primeiro-ministro israelense e os maiores líderes dos países-membros, informa hoje o jornal "Ha'aretz".

A resolução dos 27, segundo esta fonte, acontece apesar da oposição da Autoridade Nacional Palestina e do Egito, que pediam condicionar qualquer avanço a alguma conquista no processo de paz como, por exemplo, o congelamento dos assentamentos judaicos em território ocupado.

Na semana passada, Livni visitou Bruxelas para resistir aos efeitos da diplomacia palestina e egípcia e conseguiu, segundo o jornal, reativar a iniciativa de abrir um novo capítulo nas relações de Israel com a União Européia.

"Este processo permitirá a Israel se integrar mais em maneira global e enfrentar, como membro igualitário, os desafios que a comunidade internacional enfrenta hoje", explica a nota do Ministério de Relações Exteriores.

A nota menciona, entre os desafios a crise econômica mundial, o terrorismo mundial, a ameaça do extremismo, a proliferação de armas de destruição em massa e a proteção do meio ambiente.

"Os laços com a União Européia são um pilar central na política externa de Israel", destaca Livni, quem conseguiu intensificar os contatos políticos ao nível máximo por diversas vezes ao ano. EFE elb/jp

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