Israel comemora a partir de hoje o Dia do Perdão

Jerusalém, 8 out (EFE) - Israel lembra, a partir desta noite, o Yom Kipur, conhecido como Dia do Perdão, o mais solene do calendário hebreu, no qual todas as atividades são interrompidas e os judeus praticantes jejuam e rezam durante longas horas nas sinagogas.

EFE |

Pouco a pouco, as ruas do país ficaram vazias e tanto os judeus ortodoxos quanto os tradicionalistas e seculares respeitarão, quase com total disciplina, um pacto não escrito de silêncio, para deixar espaço à expiação e ao arrependimento no dia mais sagrado do judaísmo.

As lojas e locais de lazer fecharão, e os únicos veículos que circularão serão as ambulâncias e os dos dispositivos de segurança, em estado de alerta máximo por temor de um atentado.

As forças de segurança asseguram ter 11 alertas concretos para o dia, e, por isso, fecharam os territórios ocupados palestinos e desdobraram um maior número de soldados nas zonas fronteiriças.

Com as fronteiras fechadas e a imprensa completamente silenciosa, o tráfego aéreo em Israel será interrompido no começo da tarde e retomado após o jantar de quinta-feira, com o qual os crentes rompem a jornada de penitência e jejum rígido de 26 horas.

O rabino Salomon Wahnon, fundador da Casa de Melilla de Jerusalém, explicou à Agência Efe que a jornada aparece citada no Pentateuco como um dia crucial do calendário judeu, sob a máxima de "e afligireis vossas almas".

No Levítico o dia é descrito como o "sábado de sábados", e era o único do ano no qual o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos do Templo de Jerusalém, a parte mais sagrada do santuário, e pronunciava o nome de Deus diante de milhares de fiéis.

Uma das tradições que se seguem antes do Dia do Perdão é o ritual das expiações, nas quais aves são sacrificadas como redenção do indivíduo, da mesma forma que era feito com um bode antigamente.

Além disso, uma das preces mais solenes da jornada é a de "Kol Nidre", rezada três vezes, e na qual os judeus pedem a Deus para anular todas as promessas descumpridas no último ano.

As preces terminarão amanhã, quando aparecerem as três primeiras estrelas, e soe o "shofar", um instrumento bíblico de vento feito com o chifre de um carneiro, com o qual se pede a Deus que todos os pecados sejam perdoados. EFE db/db

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