Israel começa a expulsar ativistas de seu território nesta terça

"Mais de 500 pessoas passaram por revisão de segurança e foram levadas a várias dependências penitenciárias", segundo porta-voz

EFE |

Jerusalém - Israel começará nas próximas horas a expulsar de seu território os ativistas internacionais que viajavam a bordo da "Frota da Liberdade" e que na última madrugada foram levados a vários centros penitenciários.

"Mais de 500 pessoas passaram por revisão de segurança e foram levadas a várias dependências penitenciárias", disse à agência Efe o porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld. Na frota, atacada na segunda-feira pelo Exército israelense em uma sangrenta abordagem que causou a morte de menos nove ativistas e deixou pelo menos 40 feridos, segundo porta-vozes militares israelenses, viajavam aproximadamente 700 pessoas.

Segundo Rosenfeld, ainda não há um número final, pois alguns ficaram a bordo e outros 40 estão em hospitais. Segundo dados dos organizadores, antes de zarpar a frota tinha mais de 750 ativistas de 60 nacionalidades. Israel transferiu parte dos ativistas a um pequeno centro penitenciário perto do aeroporto de Tel Aviv para fazer sua expulsão imediata. "Os que assinaram os documentos de expulsão sairão assim que houver voos disponíveis", disse Rosenfeld.

De acordo com esses documentos, os ativistas aceitam voluntariamente serem devolvidos a seus países de origem sem aproveitar o direito de apelação perante instâncias judiciais israelenses. Os ativistas que não assinaram o documento foram levados a uma nova prisão na cidade de Be'er Sheva, e serão processados, ou obrigados a deixar Israel de outras formas. Sete dos ativistas eram israelenses, sendo que uma deputada estava entre eles, e tem imunidade. Os demais estão sob custódia policial, e certamente terão que enfrentar os tribunais do país.

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