Israel censura as conclusões do relator da ONU sobre guerra em Gaza

Israel denunciou nesta terça-feira o relatório de um especialista das Nações Unidas que pede uma investigação sobre a ofensiva israelense em Gaza, evocando motivos para crer que se tratou de uma crime de guerra.

AFP |

"Infelizmente, trata-se de um exemplo a mais de uma atitude unilateral, parcial e injusta do Conselho de Direitos Humanos da ONU em relação a Israel", declarou à AFP Mark Regev, porta-voz do atual primeiro-ministro Ehud Olmert.

"Este tipo de informe não faz qualquer favor aos direitos humanos. É uma instrumentação política dos direitos humanos", acrescentou.

O relator especial da ONU os Direitos Humanos, Richard Falk, acredita que há razões suficientes para concluir que a ofensiva israelense na Faixa de Gaza é um crime de guerra de grande magnitude porque não poderia ser realizada se não era possível distinguir os objetivos civis dos militares.

Segundo Falk, cujo relatório foi apresentado em Genebra na segunda-feira, é necessária uma investigação de especialistas para determinar se os israelenses podiam distinguir esses objetivos.

"Se não era possível, nesse caso a ofensiva foi, por natureza, ilegal e constitui um crime de guerra de grande magnitude segundo a legislação internacional", afirmou.

Segundo Falk, o uso da força por Israel para acabar com os disparos de foguetes palestinos contra seu território - o motivo oficial das autoridades israelense - não é justificado do ponto de vista legal em função da existência de alternativas diplomáticas disponíveis.

Falk foi expulso de Israel em dezembro, depois de permanecer brevemente sob prisão em sua chegada ao país.

No final de dezembro, o exército israelense iniciou uma ofensiva de três semanas na Faixa de Gaza, que terminou com a morte de mais de 1.300 palestinos.

sga/cn

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