Israel bombardeia túneis na divisa entre Gaza e Egito

Um ataque aéreo israelense alvejou túneis usados por contrabandistas de bens e armas ao longo da fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito na manhã de quarta-feira (horário local), disseram moradores da cidade de Rafah e autoridades de segurança do Hamas.

Redação com agências internacionais |

Moradores dessa cidade na Faixa de Gaza começaram a fugir de suas casas em pânico, enquanto aeronaves atacaram por três vezes antes do amanhecer, disseram autoridades do Hamas. Não havia notícias de mortos ou feridos.

Uma porta-voz do exército israelense disse estar checando a informação.

O bombardeio ocorreu como uma aparente resposta ao ataque nesta terça-feira por militantes de Gaza contra um veículo militar israelense, atingido por uma bomba enquanto patrulhava a fronteira de Gaza. Um soldado morreu e outros três ficaram feridos.

AFP
Jipe do exército israelense danificado por bomba na fronteira de Gaza

Pouco depois, um ataque aéreo matou um palestino em uma motocicleta, mas o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse mais tarde que essa era apenas uma reação inicial e que uma resposta integral ainda estava por vir, segundo websites israelenses.

As forças armadas israelenses disseram que suas aeronaves atingiram um grande número de túneis durante a ofensiva de 22 dias na Faixa de Gaza, encerrada há pouco mais de uma semana e que matou 1.300 palestinos e 13 israelenses.

Israel começou seu ataque a Gaza, governada pelo grupo islâmico Hamas, no dia 27 de dezembro alegando o objetivo de deter o lançamento de foguetes por militantes contra seu território.

Hamas e Israel declararam cessar-fogo separadamente e estão negociando através de mediadores egípcios uma trégua de longo-prazo. O Hamas quer que Israel levante seu bloqueio à Faixa de Gaza. Israel, por sua vez, exige garantias de que o Hamas não voltará a atirar foguetes contra cidades israelenses.

Enviado dos EUA

George Mitchell, enviado do presidente dos EUA, Barack Obama, à região, planejava se reunir com líderes israelenses ainda na quarta-feira e falará com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na quinta-feira.

No Cairo, após reunir-se com o presidente egípcio Hosni Mubarak, Mitchell afirmou que é de importância crucial que o cessar-fogo na Faixa de Gaza seja prolongado e consolidado.

Diplomatas ocidentais disseram que não se reunirão com representantes do Hamas, grupo que comanda a Faixa de Gaza e que é criticado pelos Estados Unidos e pela União Europeia por sua recusa em reconhecer o direito de Israel de existir, de renunciar à violência e aceitar os acordos de paz existentes.

A visita de Mitchell coincide com um pedido de Obama para a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos. Mas uma escalada da violência tem ameaçado as declarações separadas de cessar-fogo feitas por Israel e pelo Hamas em 18 de janeiro.

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