Israel avança sobre Cidade de Gaza; Hamas desafia

Por Nidal al-Mughrabi GAZA (Reuters) - Forças israelenses se aproximaram da área mais populosa da faixa de Gaza neste domingo, matando pelo menos 27 palestinos, intensificando sua ofensiva apesar dos clamores internacionais por um cessar-fogo.

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Autoridades do setor de saúde disseram que cerca de metade dos palestinos mortos na mais recente disputa dentro do território controlado pelo Hamas eram civis.

"Israel está perto de atingir os objetivos que estabeleceu para si", disse o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert em Jerusalém, sem indicar quando o governo pretende suspender os ataques, que já duram 16 dias.

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse que seu grupo não irá cogitar um cessar-fogo até que Israel encerre seu ataque por terra, ar e mar, e suspenda o bloqueio a Gaza. Uma delegação do Hamas esteve no Cairo para discutir um plano de trégua mediado pelo Egito.

Israel, descrevendo como impraticável a resolução do Conselho de Segurança da ONU por um cessar-fogo, deseja a suspensão do lançamento de foguetes palestinos na fronteira e garantias de que o Hamas não possa se rearmar através dos túneis sob a fronteira entre Gaza e Egito.

Uma autoridade da defesa de Israel deve visitar o Egito na segunda-feira para fazer pressão por medidas mais duras para evitar o contrabando de armas.

Apoiadas pela artilharia de helicópteros, tropas israelenses e tanques abriram caminho no sul e no leste da Cidade de Gaza, confrontando militantes do Hamas que disparavam mísseis anti-blindagem e morteiros.

Um total de 869 palestinos, muitos deles civis, e 13 israelenses --três civis atingidos por disparos de foguetes e 10 soldados-- foram mortos desde que a ofensiva israelense começou, em 27 de dezembro passado.

Em Washington, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em uma entrevista na televisão que pretende trabalhar em favor da paz no Oriente Médio assim que tomar posse.

Novos combates de rua mataram 10 atiradores, segundo equipes médicas palestinas. Outros três militantes foram mortos nos ataques aéreos israelenses.

Autoridades medicas disseram que 13 civis, incluindo quatro membros de uma mesma família, foram mortos por forcas israelitas.

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