Israel autoriza entrada de gás de cozinha a Gaza

Gaza, 18 fev (EFE).- Israel autorizou hoje a entrada limitada de carregamentos de gás de cozinha à Faixa de Gaza pela primeira vez em duas semanas, disseram fontes oficiais palestinas.

EFE |

Mahmoud al-Khozendar, vice-diretor do sindicato de proprietários de postos de gasolina de Gaza, afirmou, no entanto, que a quantidade de gás para cozinhar é insuficiente para cobrir as necessidades domésticas da população, e acrescentou que os usuários só poderão adquirir aproximadamente metade do combustível que precisam.

Para normalizar a situação, Israel deveria permitir a entrada de 10 mil toneladas métricas de gás a Gaza em uma semana, acrescentou Khozendar.

A transferência de gás de cozinha a Gaza hoje foi possível graças à abertura das passagens comerciais por parte de Israel para permitir o acesso de comboios de combustível a este território, controlado pelo movimento islâmico Hamas.

Outros 450 mil litros de combustível industrial, necessários para a central de energia elétrica de Gaza, que atualmente funciona à metade de sua capacidade, entrarão durante o dia neste território.

Mais de 101 mil toneladas de ajuda humanitária foram introduzidas em Gaza desde que entrou em vigor um frágil cessar-fogo, em 18 de janeiro, informou, em comunicado de imprensa, a Administração Civil dos territórios palestinos, subordinado ao Ministério da Defesa de Israel.

O texto mencionou que também entraram 8,283 milhões de litros de combustível para a usina elétrica de Gaza.

Israel mantém um bloqueio a Gaza desde março de 2006, quando entrou em funções o primeiro Governo integrado pelo Hamas.

Esta medida se intensificou em junho de 2007, quando o grupo fundamentalista assumiu o controle de Gaza, após enfrentar as forças do Fatah, leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

O alívio parcial do cerco coincide com os esforços exercidos pelo Egito para conseguir um acordo de cessar-fogo durável em Gaza entre Israel e as facções armadas palestinas lideradas pelo Hamas. EFE sar-db/an

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