Israel aumenta rigor na saída de doentes terminais de Gaza, denuncia ONG

Jerusalém, 21 abr (EFE).- A ONG israelense Médicos pelos Direitos Humanos denunciou hoje que os serviços secretos do país aumentaram o rigor sobre a concessão de permissões para que pessoas com câncer que moram na Faixa de Gaza possam receber tratamento em Israel.

EFE |

Esta permissão para obter o tratamento em Israel que lhes salvaria a vida, "foi negada por 'motivos de segurança' a onze pacientes de câncer", entre eles cinco mulheres e um idoso de 60 anos, indica a organização em comunicado.

A ONG registrou nas últimas duas semanas um aumento significativo do número de pacientes com câncer impedidos de se tratar em Israel pelo Shabak, o serviço de inteligência interna israelense.

Além disso, há "dezenas de pacientes que permanecem em Gaza sem tratamento médico", acrescenta.

Israel endureceu o bloqueio à Faixa de Gaza em junho de 2007, quando o movimento islâmico Hamas assumiu o controle do território palestino, ao expulsar às forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do movimento nacionalista Fatah, Mahmoud Abbas.

A Médicos pelos Direitos Humanos considera também que o mecanismo de transporte iniciado por Israel no começo do ano para levar para a Jordânia ou o Egito os pacientes recusados ao entrar "não está funcionando". EFE ap/an

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