Israel assina acordo de troca de prisioneiros com Hezbollah

Israel confirmou nesta segunda-feira ter assinado um acordo formal com o grupo militante Hezbollah que prevê a troca de prisioneiros e a devolução de corpos de soldados israelenses e guerrilheiros mortos durante anos de conflitos entre os dois lados. Segundo informações publicadas no site do jornal israelense Haaretz, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, confirmou por meio de nota que o negociador-chefe de Israel, Ofer Dekel, assinou o acordo, mediado pela ONU, no domingo.

BBC Brasil |

Na nota, o governo diz que a implementação do plano está sujeita a "alguns componentes", mas não especifica quais seriam as condicionantes.

Israel deverá libertar cinco prisioneiros libaneses, e o Hezbollah deverá devolver dois soldados seqüestrados em julho de 2006.

A captura de Ehud Goldwasser e Eldad Regev, na fronteira, detonou uma guerra no Líbano entre Israel e o grupo apoiado pelo Irã.

O Hezbollah não fez comentários sobre o estado de saúde dos dois soldados, mas em Israel a morte deles é dada como certa. A troca, portanto, seria pelos corpos de Goldwasser e Regev.

Segundo o Haaretz, entre os prisioneiros libaneses a ser libertados está Samir Kuntar, que está cumprindo prisão perpétua por matar um policial, além de um homem e sua filha de quatro anos, em 1979, na cidade de Nahariya.

Devolução de corpos
Também está prevista a devolução de dezenas de corpos de árabes, entre integrantes do Hezbollah, palestinos e outros árabes mortos em conflito com Israel. As autoridades israelenses dizem já ter dado início à exumação dos restos mortais em um cemitério no norte do país.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse ao jornal Al Massae, do Marrocos, que há também corpos de "mártires" marroquinos.

O gabinete israelense aprovou a troca de prisioneiros, na semana passada, com votos favoráveis de 22 votos dos 25 integrantes presentes na reunião.

Antes da votação, Olmert fez a primeira admissão pública de que os dois soldados provavelmente foram mortos durante o seqüestro ou pouco depois dele.

Um outro soldado israelense, Gilad Shalit, continua prisioneiro do grupo palestino Hamas.

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