Israel aprova a construção de mais 37 casas na Cisjordânia

Jerusalém, 23 set (EFE).- Um dia após o encontro do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, e os presidentes americano, Barack Obama, e palestino, Mahmoud Abbas na cúpula em Nova York, Israel autorizou a construção de 37 novas casas em um assentamento judaico na Cisjordânia.

EFE |

Os imóveis serão construídos no assentamento de Karnei Shomron, no distrito cisjordaniano de Qalkilia, situado a nove quilômetros da fronteira internacional, segundo a autorização assinada pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, informaram hoje meios locais de comunicação.

"O assessor do ministro me ligou informando, trata-se de um bairro que começou a ser construído em 1999 e precisava de uma extensão de arrendamento", confirmou o prefeito do assentamento, Herzl Ben Ari, em declarações à página de internet do jornal "Yedioth Ahronoth".

A decisão de ampliar o assentamento obedece à autorização do Governo israelense de menos de um mês atrás de erguer 455 novas moradias. Para a imprensa local, a atitude representa uma migalha aos colonos, antes de declarar uma moratória na construção em território ocupado.

A moratória seria o gesto esperado de Israel pelos palestinos antes da reunião de cúpula realizada na terça-feira entre Obama, Netanyahu e Abbas, que não passou de um mero encontro registrado em fotografia e não serviu para reiniciar as negociações de paz, como desejava Washington.

Para reiniciar os entendimentos, os palestinos querem que Israel interrompa as atividades nos assentamentos judaicos - obrigação que aparece no Mapa de Caminho de 2003 - e a inclusão dos assuntos em litígio na agenda de trabalho.

"Se a questão de Jerusalém, dos assentamentos e das fronteiras não entrarem na pauta, não há negociação", afirmou nesta quarta-feira o assessor presidencial palestino Yasser Abed Rabbo.

Após conhecer a decisão, o movimento israelense Paz Agora taxou o ministro da Defesa de contratante do Conselho de Assentamentos.

"A autorização de novas casas em Karnei Shomron, entre Qalkilia e Nablus, é um erro histórico que ameaça a visão de dois Estados", considerou Yariv Oppenheimer, secretário-geral do movimento pacifista, ao advertir que rompe a continuidade territorial palestina.

Para o dirigente pacifista, "Israel está destruindo com as próprias mãos a possibilidade de chegar a um acordo e pondo em perigo as relações com os Estados Unidos".

Na reunião de terça-feira, Obama falou da necessidade de que Israel interrompa a construção nos assentamentos. EFE elb/dm

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