Israel apresenta queixa perante a ONU pelo ataque de foguetes libaneses

Jerusalém, 12 set (EFE).- Israel apresentou uma queixa formal perante a Nações Unidas pelo ataque de dois foguetes sofrido ontem, sexta-feira, contra seu território desde o Líbano, informam hoje meios de comunicação locais.

EFE |

A embaixadora israelense perante a organização, Gabriela Shalev, enviou uma carta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban-Ki- moon e à representante diplomática dos EUA perante a ONU, Susan Rice, na qual manifestava que Israel considera responsável ao Governo libanês dos ataques.

As Forças Armadas de Israel responsabilizavam ao Governo e ao Exército do Líbano dos disparos de foguetes contra o território israelense, que foi respondido com fogo de artilharia, segundo disseram à Efe porta-vozes militares israelenses.

Pelo menos dois foguetes do tipo Katyusha impactaram na tarde da sexta-feira no território israelense, concretamente nas proximidades da população de Nahariya sem causar danos.

O Exército israelense respondeu a ditos ataques disparando entre onze e quinze projéteis de artilharia contra o lugar de onde foram lançados os foguetes, confirmaram fontes militares.

Shalev afirma na carta à ONU que o Governo libanês não está fazendo o suficiente para impedir a presença de grupos armados e armamento ao sul do rio Litani, segundo estipula a resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que pôs fim à guerra de Israel contra a milícia xiita Hezbollah no Líbano no verão de 2006.

Ban condenou na sexta-feira o disparo de foguetes contra Israel e disse que a Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Finul) averiguará o ocorrido, ao tempo que chamou a todas as partes a exercitar contenção.

"As partes devem aderir à resolução 1701 do Conselho de Segurança e respeitar o acordo para a cessação das hostilidades", manifestou o secretário-geral em comunicado.

O de ontem foi o primeiro incidente deste tipo que se registra desde 21 de fevereiro passado, quando foram lançados contra Israel três foguetes e Jerusalém respondeu disparando contra território libanês.

O Exército israelense informou de um incidente registrado no mês de julho no sul do Líbano quando explodiu um armazém que guardava munição da milícia xiita libanesa Hezbollah, a poucos metros da fronteira com Israel.

E denunciou naquela ocasião que as forças da ONU no sul do Líbano assim como do Exército libanês tentaram chegar ao lugar do fato pouco depois que se produzisse, mas seu acesso à zona foi impedido por milicianos do Hezbollah. EFE db/fk

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