Israel apóia sanções contra Irã, mas diz que pode entrar em ação

JERUSALÉM, Israel (Reuters) - O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse na quinta-feira ser favorável às pressões diplomáticas e às sanções voltadas contra o programa nuclear do Irã, mas observou que seu país não tem medo de entrar em ação. Atualmente, a comunidade internacional concentra-se nas sanções e em uma intensa atividade diplomática, e essas alternativas deveriam ser exauridas, afirmou Barak em um discurso.

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Mas o ministro acrescentou: 'Israel é o país mais forte da região e já provou no passado que não tem medo de entrar em ação quando seus interesses vitais na área de segurança encontram-se em jogo.'

Barak, líder do Partido Trabalhista (de centro-esquerda), fez esses comentários dois dias após o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ter dito, segundo um assessor dele, que os iranianos atingiriam Tel Aviv, navios norte-americanos presentes no golfo Pérsico e outros interesses dos EUA no caso de ser agredido militarmente.

Os comentários de Barak não se diferenciam da postura adotada até agora pelo governo israelense, mas as especulações sobre a possibilidade de Israel -- segundo o qual, o Irã estaria tentando desenvolver armas atômicas -- poderia bombardear as instalações nucleares iranianas tornaram-se mais frequentes depois de o Estado judaico ter realizado um grande exercício militar em julho.

O Irã afirma que seu programa de enriquecimento de urânio visa única e exclusivamente à produção de eletricidade.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse em um discurso proferido em Washington, no mês passado, que a 'ameaça iraniana precisa ser detida recorrendo-se a todos os métodos possíveis'.

Naquela oportunidade, Olmert defendeu ainda a adoção de sanções internacionais mais duras contra o país islâmico.

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