(atualiza com a reação palestina). Jerusalém, 4 set (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aprovará em breve a construção de centenas de casas nos assentamentos judaicos na Cisjordânia, antes de suspender a ampliação das colônias israelenses em atendimento às exigências dos Estados Unidos.

A informação sobre as novas construções, publicada hoje na imprensa local, foi dada por uma fonte do gabinete de Netanyahu, que, segundo os jornais, a teria comunicado a Washington há várias semanas.

A expansão das colônias israelenses é considerada pela comunidade internacional o principal obstáculo ao processo de paz no Oriente Médio. Devido à insistência de Israel em ampliar seus assentamentos, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) decidiu boicotar as negociações até que as novas construções cessem.

Quando soube da notícia, Saeb Erekat, negociador-chefe da ANP nas conversas de paz, repudiou categoricamente a ampliação das colônias.

Segundo palestino, "a única paralisação que haverá após uma decisão como esta será a do processo de paz".

O jornal "Ha'aretz" informou que o primeiro-ministro israelense analisará esta solução com George Mitchell, enviado especial do presidente Barack Obama, na semana que vem, durante a visita de dois dias que o americano deve fazer à região.

Já o "Yedioth Ahronoth" destacou que, se aceitar a reivindicação americana, Netanyahu se tornará o primeiro chefe de Governo da direita israelense a paralisar a construção nos assentamentos, política lançada no começo dos anos 1970, alguns anos após a Guerra dos Seis Dias (1967).

Ontem, um relatório do Escritório Central de Estatísticas de Israel mostrava uma redução de quase 34% nos projetos iniciados entre janeiro e junho nos territórios palestinos ocupados. O dado, porém, não pode ser interpretado como uma redução voluntária determinada por decisões governamentais.

Segundo o "Ha'aretz", neste momento Israel está construindo cerca de 2.500 casas na Cisjordânia, às quais se somarão as que Netanayhu anunciará antes de declarar a suspensão parcial das construções. EFE elb/sc

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