Israel anuncia que aceita trégua com milícias palestinas na Faixa de Gaza

Jerusalém - Israel confirmou hoje que aceitou a proposta egípcia para uma trégua com o Hamas na Faixa de Gaza, que entrará em vigor às 6h (0h de Brasília) desta quinta-feira. O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert e seu ministro da Defesa Ehud Barak deram sinal verde para o cessar-fogo, informou uma rádio local.

Redação com agências |

"Israel aceitou a proposta egípcia e esperamos que isto derive em uma cessação total do lançamento de foguetes contra as cidades israelenses no sul", disse à Agência Efe David Baker, do Escritório de Imprensa do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

"Os cidadãos israelenses sofreram tempo demais", acrescentou Baker, que se mostrou esperançoso que "este acordo leve a calma à região".

Baker não quis dar detalhes sobre os compromissos de cada parte em troca do cessar-fogo.

Tanto Cairo, que intermediou durante meses para alcançar este pacto,  como o Hamas disseram nesta terça-feira que tinham chegado a um acordo, embora Israel não o tivesse confirmado oficialmente até hoje.

Os termos do acordo exigem das milícias armadas palestinas a suspensão de seus ataques aos povoados fronteiriços com a faixa, enquanto que Israel se compromete a finalizar o bloqueio que impôs a Gaza em junho de 2006 e a abrir progressivamente os postos fronteiriços com esse território.

Seis meses

O dirigente do grupo islamita Hamas Mahmoud Zahar assegurou ontem em entrevista coletiva em Gaza que a cessação das hostilidades será de "seis meses", e que "Israel retirará gradualmente as sanções e reabrirá todos os cruzamentos fronteiriços", que mantém impermeáveis desde que há 12 meses o Hamas tomou pelas armas este território palestino.

Segundo disse Zahar, todas as passagens serão reabertas exceto a do terminal fronteiriço de Rafah, no sul da faixa e que faz limite com o território egípcio.

Também disse que o Egito tentará conseguir que seja aplicado um acordo de trégua similar na Cisjordânia no prazo de seis meses.

Além disso, acrescentou, se continuará negociando com Israel para conseguir uma troca de prisioneiros, no qual se espera que os islamitas libertem o soldado israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por milícias palestinas de Gaza.

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*Com informações da Efe e AFP

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