Israel anuncia libertação de 230 palestinos presos na Cisjordânia

Jerusalém, 7 dez (EFE).- Israel aprovou hoje os nomes dos 230 palestinos que soltará amanhã por ocasião da festividade muçulmana de Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), entre os quais não figuram os dos 20 reclusos de Gaza incluídos na listagem inicial.

EFE |

A pedido de vários ministros, a comissão do Governo responsável pela libertação dos palestinos retirou do cômputo definitivo os presos originais de Gaza, embora seus nomes tenham sido incluídos na lista de passíveis de soltura aprovada pelo Executivo.

"A probabilidade de que eles não retornarem ao terrorismo é zero, por isso não devem ser libertados", argumentou o ministro de Segurança Pública, Avi Dijter, um dos que se opuseram à libertação de presos originais de Gaza, território controlado pelo Hamas desde junho de 2007.

A libertação de palestinos foi uma promessa que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, fez ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na última reunião que ambos mantiverem em Jerusalém, em 17 de novembro, e também um gesto de boa-vontade para com a ANP, sua interlocutora no diálogo de paz.

Os 230 palestinos que amanhã recuperarão a liberdade por ocasião da festividade de Eid al-Adha, na qual os muçulmanos degolam um cordeiro em lembrança ao sacrifício bíblico de Abraão, são, em sua imensa maioria, simpatizantes do Fatah, a facção nacionalista liderada por Abbas.

Em nota, Noam Shalit, o pai do soldado israelense em poder de três milícias palestinas desde junho de 2006, criticou a libertação, pelo fato de que ela não ajudará em nada na soltura de seu filho, Gilad. EFE ap/sc

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